Bonés Olímpicos made in Norte do Paraná

Publicado em 01/06/2015 às 14h20

Os Jogos Olímpicos e Paralímpicos de 2016 vão acontecer no Rio de Janeiro, mas os reflexos do evento atingem, também, o Norte do Paraná, mais precisamente a cidade de Apucarana, conhecida como Capital do Boné. Lá, na fábrica Boneleska, estão sendo criados e produzidos os acessórios para cabeça oficiais dos jogos, como bonés, chapéus e viseiras. Especialista em licenciamentos, a fábrica também criou os bonés da Copa do Mundo de 2014 e, mais recentemente, do Rock in Rio.

 

 



O gerente industrial, Davi Felix de Souza, conta que a Boneleska existe há 25 anos e produz entre 2,5 mil e 3 mil peças por dia. A conquista dos primeiros licenciamentos ocorreu cerca de 15 anos atrás e a fábrica se especializou nesse nicho de mercado, sendo, hoje, convidada a participar dos certames. Somente com a Disney, manteve um contrato de 15 anos. Atualmente são produzidos lá bonés de personagens infantis de sucesso, como Galinha Pintadinha, Barbie e Peppa Pig.

Souza explica que os processos de licenciamento são rigorosos e se desenrolam durante cerca de três meses, com análises financeira, contábil e jurídica da empresa. A partir da assinatura do contrato, a fábrica obtém o direito de produzir as estampas, seguindo as determinações dos organizadores, e posteriormente, comercializar as peças no atacado ou varejo.

"Diferente da Copa, os Jogos têm um mercado maior. Acreditamos que o número de esportes envolvidos nesse evento poderá nos dar um maior retorno, seja em vendas ou expansão do nome da empresa", revela a diretora comercial, Siumara Costa. A empresa objetiva vender 300 mil peças de cerca de 50 modelos diferentes. O ponto alto de vendas é esperado para o próximo ano e mesmo durante o evento, quando devem ocorrer eventos festivos, semelhantes às "fun fests" da Copa.

A fábrica já tem 15 modelos aprovados pelo Comitê Olímpico, mas esconde a sete chaves a arte do boné que promete ser o recordista de vendas, no formato do mascote dos Jogos. Na Copa, o acessório que remetia ao mascote Fuleco foi o campeão de comercializações.

Segredo


Os três meses que antecederam a apresentação nacional dos mascotes Olímpico e Paralímpico, no programa Fantástico, da Rede Globo, em novembro de 2014, a Boneleska trabalhou a portas fechadas. "A figura dos mascotes era um segredo industrial, tinha que trancar a fábrica, colocar papelão nas portas de vidro, trabalhar no contraturno", relata o diretor industrial.

A estilista Valéria Lepre, o desenhista Alexsandro Silva, a pilotista Gilda Dantas, o responsável pelo departamento de bordado, Gilmar Guilherme, e a modelista Francisca Santos se envolveram diretamente no projeto. Valéria participou de um treinamento rigoroso na sede do Comitê Olímpico e trabalhou com arquivos criptografados, para preservar a identidade dos mascotes até o último momento.

"A gente fez treinamento sem conhecer a imagem dos mascotes. A primeira vez que eu vi, nem dormia direito, pensando em como eles eram bonitinhos", conta.

Segundo Valéria, a criação das peças exige atenção redobrada às regras de aplicação. "Para todas as licenças a gente recebe treinamento, conhece os mascotes, acaba ficando mais fácil de fazer", afirma.

Enquanto os bonés dos Jogos aguardam aprovação final, as peças produzidas pela Boneleska para o Rock in Rio já estão à venda em um catálogo virtual e a previsão é de que sejam comercializadas 30 mil de 13 modelos diferentes. Os valores dos bonés para o consumidor final giram em torno de R$ 60.

 

Fonte: Folhaweb

Categoria: Investimento, Norte do Paraná, Paraná
Tags: APL Bonés, Investimento, Norte do Paraná

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