Centro logístico ganha habilitação de exportação para UE

Publicado em 27/01/2017 às 14h32

A unidade de Cambé da Brado Logística conseguiu habilitação para exportar para o exigente mercado europeu. O credenciamento do terminal intermodal e armazém frigorificado foi confirmado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) este mês. A empresa já tinha habilitação para vender para outros mercados. 
De acordo com o secretario executivo do Conselho de Infraestrutura da Federação da Indústria do Paraná (Fiep), João Arthur Mohr, com a habilitação da Brado as agroindústrias que exportam para a União Europeia e escolherem utilizar os serviços da Brado podem reduzir o custo logístico total entre 10% e 15%. "As indústrias de pequeno e médio porte não precisam mais construir grandes frigoríficos para estocar o produto. Elas também reduzem o custo com transporte", explicou Mohr. A Brado utiliza a ferrovia para levar os contêineres até o Porto de Paranaguá. 
A unidade de Cambé tem 34 mil metros quadrados, espaço para 1,3 mil TEUS (ou contêineres de 20 pés), depot (espaço em depósito) para 500 contêineres vazios, além de 11 mil posições para paletes. Conta com 14 docas e 160 tomadas para contêineres reefer (refrigerados). A empresa atende produtores de Londrina, Maringá e o sudoeste do Mato Grosso do Sul. 

 

Trâmite 


O trâmite do novo processo levou cerca de um ano. A habilitação exige rigoroso controle sobre a origem, armazenagem, destinação e qualidade dos produtos. A utilização do meio ferroviário dá uma vantagem para a Brado em relação aos concorrentes. Em Apucarana, existe outro armazém frigorificado, mas o transporte é via rodovia. "O trem é mais barato", ressaltou Mohr. 
Segundo o diretor da Fiep, o Paraná necessita de mais armazéns frigorificados, principalmente na região Oeste. Com novos armazéns habilitados e instalados ao lado de uma linha férrea, as indústrias poderiam economizar na perna rodoviária. "Cascavel tem grandes frigoríficos. A Cotriguaçu e a Unifrango procuram centros logísticos para reduzem custos", disse. 
Mohr afirmou ainda que a Brado vem aumentando a participação do Brasil no transporte de contêineres por tem. "O Paraná tem a vantagem de ter o único porto da região Sul com acesso por trilho para contêineres e grãos." 

 

Comércio Exterior


As exportações de Londrina apresentaram queda de 22,36% no comparativo de 2016 com o ano anterior. Apesar do percentual negativo, o setor de carnes e miúdos teve uma alta considerável. Em 2015, foram comercializados para o exterior US$ 94.403. O valor saltou para US$ 3.842.502 no ano passado, segundo dados da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep). 
Arábia Saudita, Emirados Árabes, Japão e China são os principais mercados consumidores. O mercado asiático consome 50% da carne Brasileira, que responde por 35% do comércio mundial de frango. O Paraná é responsável pela produção de 25% da carne produzida no País. 
O mercado europeu não é tão expressivo em volume de exportação, mas vender para eles significa ter um patamar de excelência alto, por isso a importância da unidade de Cambé da Brado conquistar a habilitação para a União Europeia. A FOLHA entrou em contato com a empresa, mas não obteve retorno do pedido de entrevista.

 

Fonte: Folha de Londrina

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