Construção civil discute a inovação

Publicado em 18/09/2018 às 14h17

O setor da construção se prepara para o ECO.TIC, evento que reunirá em outubro a cadeia produtiva, academia e investidores para debater o ecossistema de inovação na região Norte. 

No pré-ECO.TIC também será lançado o Hackathon Construtech Londrina, que ocorrerá de 28 a 30 de setembro, e a apresentação da governança da construção civil de Londrina, formalizada recentemente. 

O evento contará, ainda, com as palestras "Os desafios e as tendências da inovação na construção", do professor do Departamento de Engenharia de Construção Civil e Urbana da Poli USP, Sérgio Ângulo, e, "Inovação no radar - O futuro já chegou", com o fundador do HUB de Inovação da Cyrela Brazil Realty Frederico Mattos. 

No início deste ano, começou-se desenhar a governança da construção civil, dentro do Planejamento do Ecossistema de Inovação de Londrina, elaborado pela Fundação Certi, que definiu as áreas prioritárias com potencial de desenvolvimento por meio da inovação. "O setor é forte, mas é muito tradicional na sua operação. Por outro lado, há inovações, existe um ecossistema neste sentido, com os cursos de engenharia, mão de obra disponível, grandes empresas, mas isso não está organizado. Não tem ninguém pensando o futuro do setor de forma setorial, analisou o consultor do Sebrae, Rubens Negrão. 

A governança vem com a proposta de entidades, academia, empresas se organizarem e, alicerçados na inovação, definirem estratégicas para o desenvolvimento da construção civil para os próximos três a cinco anos. Será feito um diagnóstico do setor, mapeando os gargalos tecnológicos e com link entre o que as empresas buscam e o que as entidades e universidades oferecem. 

"O objetivo é criar conexões, que as entidades se conheçam, e conheçam o que já existe de inovação e tecnologias", comentou Negrão. O consultor usa o slogan 'O gigante acordou'. "É um setor forte, com construtoras que atuam em outras cidades e até outros países, mas o desafio é a conexão, a integração. Hoje, os engenheiros estão aí, colocando e incutindo o empreendedorismo na engenharia. É uma inovação diferenciada", disse. 



ARTESANAL 


Para o vice-presidente financeiro do Sinduscon Norte (Sindicato da Indústria da Construção Civil), Gerson Guariente Júnior, há um conflito de cenários na indústria. Por um lado, as empresas são tradicionais, não têm projetos de inovação e há um atraso tecnológico em relação a produção industrial. 

Por outro lado, há pessoas querendo fazer coisas novas, uma geração acostumada com inovação. "Falta um diálogo de geração, avaliou Guariente. Ele afirmou que é preciso levar em consideração que há certas particularidades nesta indústria como o longo ciclo de produção. 
"São cinco ou seis anos desde a compra do terreno até a entrega do prédio e você tem que tomar uma decisão agora olhando para daqui cinco ou seis anos, pensando no que o cliente vai querer lá na frente. Vamos fazer uma coisa inovadora? Mas será que é isso que ele vai querer?", questionou. 

Guariente afirmou também que é preciso discutir o processo artesanal da construção civil, pois o consumidor não paga por esse processo. Ele quer qualidade, prazo de entrega e conforto. "Ele [consumidor] não está preocupado se foi feito artesanalmente, por um pedreiro. Ele quer saber se a porta vai isolar acusticamente e garantir conforto", exemplificou. 

Na avaliação de Guariente, o setor também precisa mudar em relação a mão de obra. "Não se vê mais o cara levando saco nas costas. O pessoal de canteiro de obra já chega perguntado se tem ferramenta automática. Você vai pegar uma geração que não está disposta a ser pedreiro. Isso vai nos empurrando para a reinvenção", comentou o vice-presidente financeiro.

 

Fonte: Folha de Londrina

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