Copel completa 60 anos com recorde de investimentos

Publicado em 27/10/2014 às 10h33

A Companhia Paranaense de Energia completou 60 anos neste domingo (26), comemorando a reestruturação organizacional, um programa recorde de investimentos, a diversificação de atividades, e empreendimentos em dez estados do país.

Investimentos

Para fazer frente ao programa de expansão, os planos de investimentos vêm apresentando, desde 2011, os maiores valores anuais de sua história. No período, terão sido mais de R$ 8 bilhões aplicados em todas as áreas de atuação. Para os próximos quatro anos, a previsão é de mais R$ 10 bilhões. 

A ampliação do plano de investimentos teve como premissa uma reestruturação que delimitou as áreas de negócios em subsidiárias sob controle de uma holding. “A divisão foi resultado de um bem sucedido processo que reorganizou nossa gestão, conferindo mais agilidade às decisões e reduzindo nossos custos operacionais”, explica Lindolfo Zimmer, presidente da Copel.

Neste ano, pela terceira vez em quatro anos, a Copel teve sua distribuidora reconhecida pelos clientes como a melhor do Brasil, no Prêmio Abradee, e também da América Latina, pela Cier – Comisión de Integración Energética Regional. Além disso, voltou a ser a maior empresa do Paraná, de acordo com o ranking anual elaborado pela Revista Amanhã. 

 

 

Geração e Transmissão

A conclusão da Usina Mauá, em Telêmaco Borba, e o início da construção de Colíder, no Mato Grosso, consolidaram o retorno da Copel aos grandes empreendimentos hidráulicos desde a inauguração da Usina Caxias, há 15 anos. 

Entre obras em construção e projetos em carteira, a Copel possui duas hidrelétricas e 19 centrais eólicas, que somarão 1.256 MW a seu parque gerador nos próximos dois anos. 

Com Colíder, a Copel faz-se presente na última fronteira de expansão da geração hidrelétrica no Brasil, a região amazônica. Com 300 MW de potência – suficiente para atender a 850 mil pessoas – está sendo erguida no rio Teles Pires e deve começar a operar comercialmente em 2015. 

Na transmissão de energia, a ativa participação nos leilões promovidos pelo Governo Federal desde 2012 – na maior parte, tendo como principal parceira a chinesa State Grid – somará nos próximos anos 2.739 km aos 2.241 km em operação, mais que dobrando os ativos da empresa neste segmento. 

Gás e ventos

A oportunidade de explorar hidrocarbonetos na região Oeste do Paraná levou a Copel a liderar a criação, em setembro deste ano, de uma sociedade de propósito específico, a Paraná Gás, que atuará em atividades de exploração e produção de petróleo e gás natural convencional em blocos da Bacia do Paraná, na região Oeste do Estado. A nova empresa marca a entrada efetiva da Copel no mercado de prospecção de gás natural. 

Já a aposta da Companhia no crescimento da geração de energia a partir de fontes alternativas, levou-a a criar, em 2013, uma subsidiária específica para gerir os negócios neste segmento, a Copel Renováveis S/A. 

A subsidiária hoje administra 19 centrais eólicas já concluídas, em instalação ou em projeto, reunidos em quatro grandes complexos no Rio Grande do Norte, a 3 mil quilômetros de sua sede. 

Os complexos absorverão um total de R$ 2 bilhões em investimentos e somam, juntos, 700 MW de potência instalada – suficiente para abastecer 1,5 milhão de residências. O maior dos complexos em implantação é o Brisa Potiguar, com 68 aerogeradores instalados em sete parques, e capacidade instalada de 183,6 MW. Até 2018, a empresa espera alcançar 3 GW de geração eólica. 

A Copel e o Paraná

A realidade energética do Paraná na década de 50, época em que foi criada a Copel, era diametralmente oposta à situação de hoje. Naquele tempo, o Estado era desligado à noite por duas razões: insuficiência de potência nos geradores para atender a todos e também para economizar combustível – o diesel, muito caro. 

Assim, solucionar a escassez de energia elétrica que já vinha de longa data era problema imediato e urgente: sem energia, não haveria progresso nem desenvolvimento. Os paranaenses clamavam por um sistema de infraestrutura capaz de integrar as regiões com estradas, comunicações e energia elétrica. 

Depois de 60 anos – período em que passaram pela Copel 53 mil pessoas – o Paraná viu o problema energético ser transformado em solução. A energia da Copel é fator de atração a novos empreendimentos produtivos no Estado, insumo para a melhoria da produção no campo, e serviço que possibilita o acesso a todos os confortos da modernidade para a quase totalidade da população paranaense. 

Os serviços da estatal cobrem praticamente todo o Paraná, com 4,2 milhões de unidades consumidoras ligadas. O percentual de atendimento chega a aproxidamente 100% dos domicílios nas áreas urbanas e mais de 99% nas regiões rurais. O universo de consumidores ligados inclui 3,4 milhões de lares, 91 mil indústrias, 356 mil estabelecimentos comerciais e 373 mil propriedades rurais. 

 

Fonte: AEN

 

Categoria: Cenário Macroeconômico, Energia
Tags: Energia, Energias Renováveis, macroeconomia

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