Cultivo em estufas se expande na região

Publicado em 22/10/2014 às 10h01

Os pequenos agricultores de vários municípios da região estão diversificando suas culturas como alternativa de geração de renda e a melhor forma encontrada é o cultivo de alguns produtos em estufas. A experiência ganhou força em Bandeirantes há seis anos e se expandiu para cidades vizinhas, como Itambaracá. A estimativa é que cerca de 10% dos pequenos agricultores do município aderiram ao sistema, com a instalação de pelo menos 60 estufas em suas propriedades. 

A cultura do algodão é algo que ficou apenas na memória do agricultor Maurílio Flores. Hoje ele trabalha em duas propriedades, em uma como meeiro e em outra como arrendatário. Ele produz milho, soja, mandioca e feijão, mas lamenta que nem sempre o que recebe pela venda dos produtos cobre o custo de produção. 

Por isso, resolveu instalar duas estufas em uma das propriedades, onde cultiva pepino, pimentão e tomate. "A diversificação é importante para a sobrevivência do pequeno agricultor porque, às vezes, quando um produto não dá resultado, outro pode cobrir os seus custos, o que ajuda a equilibrar as contas", afirma. 

O produtor Agnaldo Xavier tem uma chácara de um alqueire e meio anexa ao perímetro urbano de Itambaracá, onde produz pimentão, pepino e tomate em quatro estufas. Ele iniciou este trabalho há um ano e meio e está tão satisfeito com o resultado que planeja montar mais três estufas. "A principal vantagem da diversificação não é apenas o aumento da renda, mas o fato de você ver toda semana a cor do dinheiro", explica. 

A família de Xavier tem outra propriedade em Itambaracá, onde produz milho e soja. Segundo ele, a rentabilidade da chácara está chamando a atenção de seus familiares. "Eles sofrem porque o milho e a soja geram renda apenas uma vez por semestre, o que é muito difícil", conclui. 

EXPANSÃO


O engenheiro agrônomo Miguel César Antonucci, do Instituto Emater, afirma que a tecnologia das estufas vem se expandindo no município de Itambaracá, onde há predominância das pequenas propriedades, cerca de 400, no total. 

Segundo ele, a produção em estufas é uma boa alternativa de renda para os produtores que não têm espaço para o cultivo de grãos em larga escala, como o milho e a soja, por exemplo. "A diversificação acaba sendo mais vantajosa para o agricultor por ser uma fonte de renda a mais na propriedade e ele precisa trabalhar com atividades mais rentáveis", afirma. 

Os produtos cultivados nas estufas em Itambaracá são usados na merenda escolar do município, entregues na associação de pequenos agricultores em Bandeirantes e também nas Centrais de Abastecimento (Ceasa) de Londrina e Curitiba.

 

Fonte: Folhaweb

Categoria: Agronegócio, Norte do Paraná
Tags: Agronegócio, Norte do Paraná

Comentários

Jose em 29/01/2016 15:02:31
Procuro informações a respeito plantar ortigrangeiro , como tomates , e outros em escala comercial. So q minhas terras são no norte do Paran, ou seja TERRA ROXA. Sera que qualquer espécie vai bem nestas terras , por serem roxa. Se puderem me orintar com alguma informação a mais agradeço.
grato

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