Em pauta, a qualificação da mão de obra

Publicado em 20/03/2015 às 10h21

O desenvolvimento econômico e social do Norte do Paraná, região que responde por cerca de 26% do Produto Interno Bruto do Estado (PIB), passa necessariamente pela qualificação de sua mão de obra. É um gargalo que na realidade desafia toda a cadeia produtiva nacional. Segundo pesquisa divulgada no mês passado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), o índice de produtividade no Brasil no período de 2002 a 2012 foi o menor entre outros 11 países avaliados. O crescimento anual registrado no País foi de apenas 0,6%, enquanto o da Coreia do Sul, líder no ranking, atingiu 6%. A avaliação é de que a baixa qualificação da mão de obra brasileira é um dos fatores que ajudam a explicar tanta retração.

E é para discutir as principais demandas e carências do mercado de trabalho do Paraná, quinta maior economia do País, além de debater como está sendo conduzido o processo de formação de mão de obra em nossa região, que a terceira edição do EncontrosFolha terá como tema no próximo dia 25, no Hotel Blue Tree, "A qualificação da mão de obra como fator de desenvolvimento regional". A exemplo do que já ocorreu nas duas edições anteriores, no ano passado, o evento será realizado em parceria com a Fundação Dom Cabral (FDC), escola de negócios voltada para a formação, capacitação e desenvolvimento de executivos, empresários e gestores públicos. O psicólogo e professor da área de Organizações e Comportamento Organizacional da instituição, Sigmar Malvezzi, fará palestra abordando a importância do desenvolvimento de competências no mercado corporativo.

O cuidado em discutir de forma aprofundada a capacitação da mão de obra no setor produtivo surge num momento em que nossa região precisa repensar sua formação profissional. Segundo levantamento do RAIS de 2013 do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), apenas 19% do total de empregados no mercado formal na Região Norte do Paraná possui curso superior. O índice no Estado é de 22%. Não deixa de ser uma surpresa, se for levado em conta que a conurbação urbana que se estende de Cornélio Procópio a Maringá, concentrando 13 municípios acima de 50 mil habitantes, hospeda um polo universitário com quase 60 instituições de ensino superior num raio de pouco mais de 100 quilômetros. Na Região Metropolitana de Curitiba, a de maior densidade econômica no Estado, o índice de mão obra graduada chega a 29%.

"Do ponto de vista de oferta de mão de obra com qualificação altíssima, a Região Norte tem um potencial muito grande pelas instituições de ensino superior que possui, mas sua estrutura produtiva não consegue apropriar todo esse potencial pelo próprio perfil de especialização. Essa fatia com mais especialização acaba indo para outras áreas", avalia o professor do departamento de Economia da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Alexandre Porsse. A diversificação das atividades produtivas é uma das maneiras de virar esse jogo. O que exige um outro desafio, uma vez que a Região Norte tem como característica a concentração de atividades em um ramo específico de atuação. Arapongas tem o polo moveleiro, Apucarana e Maringá, a indústria têxtil. Londrina é que se diferencia nesse aspecto por não ter uma atividade exponencial marcante.

O diretor executivo da Agência de Desenvolvimento Terra Roxa, Alexandre Farina, destaca que diante de uma economia diversificada, é necessário a região ter cada vez mais ciência de sua vocação. "É necessário termos cada vez mais ciência da vocação da nossa região. Já temos alguns setores bem estabelecidos aqui, a região tem uma economia relativamente diversificada, mas a partir do momento que conhecemos bem a vocação da região conseguimos ter um foco maior na política de atração de investimentos, na infraestrutura que precisamos ter, planejar e executar e na mão de obra que precisamos formar", afirma. 

 

Fonte: Folhaweb

Categoria: Investimento, Norte do Paraná
Tags: Desenvolvimento Regional, Investimento, Norte do Paraná , Qualificação Mão de Obra

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