EMATER 60 ANOS: Assistência que transforma

Publicado em 16/05/2016 às 13h59

A informação de qualidade virou "commodity" para o produtor rural. Peça chave para transformação da lavoura, o grande desafio está em sua transição do centro de pesquisa para a realidade do homem do campo. Uma informação, ideia ou tecnologia só se transforma em inovação quando é incorporada ao sistema produtivo e aplicada de forma real no dia a dia dos produtores. Um processo que exige conhecimento, comprometimento e, mais do que tudo, relacionamento dentro da porteira, em que um dos alicerces é a assistência técnica e extensão rural (Ater).


Trabalho feito com excelência pela Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Paraná (Instituto Emater), que completa 60 anos em 2016 e é responsável por este serviço oficial no Estado. Passando pelos mais variados ciclos produtivos paranaenses ao longo das últimas décadas, a instituição continua viva para os agricultores familiares, que muitas vezes não têm acesso às técnicas de produção e outras estratégias fundamentais para sobreviver no agronegócio, como acontece, por exemplo, com os empresários rurais do setor.


A história conta que em 20 de maio de 1956 foi criado o Escritório Técnico de Agricultura (ETA), por meio de um convênio firmado entre os governos paranaense e dos Estados Unidos, com o intuito de melhorar a produtividade da agricultura. Em 1959, quando o projeto finalizou, a Associação de Crédito e Assistência Rural (Acarpa) decidiu continuar o trabalho. Mais a frente, o governo do Estado assumiu as ações e a Acarpa deu lugar à Emater. Nos anos 1990, o trabalhou sofreu um baque e hoje 95% do volume financeiro é oriundo do Estado. Vale dizer que Instituto Emater já contou com 2.500 mil funcionários. Atualmente são 1.060, com aproximadamente 800 extensionistas em campo.

 

Estratégias


O diretor-presidente do Instituto Emater, Rubens Ernesto Niederheitmann, conversou com a Folha Rural e elenca algumas estratégias para que a instituição continue ativa e com papel relevante nos próximos anos. Um dos principais, segundo ele, é que a Ater não pode continuar apenas sob responsabilidade de execução da Emater. "Hoje existem cooperativas, iniciativa privada e ONGs realizando este trabalho. Nosso papel precisa ser de articulação da ATER. O técnico da Emater, além de executar as políticas públicas, tem papel de liderança nesse processo, articulando com as mais diversas entidades um plano de desenvolvimento no qual todos estão inseridos".


Para atingir esse papel de articulação, o Instituto Emater já conta com uma lei estadual aprovada e regulamentada, além de um plano de desenvolvimento rural aprovado no Conselho Estadual de Desenvolvimento Rural e Agricultura Familiar (Cedraf). "Estes instrumentos permitem a captação de recursos federais e a criação de chamadas públicas para projetos específicos, desenvolvendo atividades junto aos produtores e profissionais interessados".


Para que este novo momento ocorra de forma eficiente, a instituição necessita da contração de pessoal para dar novo fôlego às atividades, já que os extensionistas devem estar na vida diária do produtor. O concurso público para a contratação de 400 profissionais já foi realizado, mas a nomeação está "travada" na Secretaria da Fazenda, que alega falta de recursos. "Hoje o volume de programas que são colocados sob nossa responsabilidade é muito grande. Em contrapartida, do total de 400 escritórios, temos 170 com apenas um extensionista. Outras 44 unidades não têm nenhum profissional e os produtores são atendidos por escritórios de cidades vizinhas".


Por fim, Niederheitmann acredita que o Instituto Emater acumulou e tem muito conhecimento para continuar sendo ponte entre a pesquisa, agentes financeiros, acesso ao mercado e peça chave para a gestão das propriedades rurais familiares. "Hoje a riqueza do Estado está em cima de poucos produtos. O desafio da Emater é gerar riqueza na diversificação, melhorando a renda do pequeno produtor".

 

Fonte: Folha de Londrina

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