Empreendedores não desistiram do Brasil, diz Luciano Coutinho

Publicado em 14/11/2014 às 11h35

O presidente do BNDES, Luciano Coutinho, afirmou que enxerga os próximos anos com otimismo e potencial grande de crescimento. "Apesar de 2014 ter sido um ano volátil e difícil, com postergação de decisões de investimentos, o fato é que o conjunto de projetos para o futuro se manteve incólume", afirmou Coutinho em São Paulo, durante o CEO Summit, promovido hoje (13/11) pela Endeavor Brasil e a Ernst & Young (EY).

Entre os desafios citados por ele para retomar o crescimento do país, está a simplificação do sistema tributário. "Lá atrás, houve alguns esforços nesse sentido, como desonerações e melhorias no tratamento de encargos. Mas é preciso fazer a desburocratização do Brasil. O país ficou atrás nesse quesito e este é um problema sério".
 

Especificamente para pequenas e médias empresas, Coutinho disse que o país precisa evoluir no mercado de capitais que, segundo ele, é a melhor ferramenta para dar suporte à criação e proliferação de pequenas empresas. "No passado recente, vimos a multiplicação de ferramentas, fundos e investidores anjo. Se nós olharmos a fotografia, ainda é pouco, mas o filme é de expansão das formas de capitalização para a pequena empresa". Segundo ele, o problema não é só de ter mais volume de investimento  - mas do destino do capital aplicado. "Os investidores priorizam startups localizadas em polos de tecnologia. É preciso alargar as bases e criar incentivos em outras áreas". Para ele, o mercado precisa investir em setores convencionais - como o de serviços - aqueles que não são ultra intensivos no uso de tecnologia.

Com relação ao crédito, Coutinho afirmou que é preciso corrigir um "problema estrutural no país" relacionado a dificuldades nas definições de perfis, prazos e condições de concessão de crédito para a pequena empresa.

Construir uma qualidade melhor da rede de banga larga também é fundamental para estimular o empreendedorismo, defendeu. "Hoje, o sistema de empreendedorismo depende em qualquer sociedade da capacidade de se conectar ao mundo. Os novos métodos de gestão, todas as facetas de relacionamento com o cliente e fornecedor estão no mundo digital".

O BNDES e as pequenas empresas


O BNDES possui hoje 34 fundos ativos - sendo 14 deles voltados à inovação. Segundo Coutinho, eles gerem R$ 2,4 bilhões que alavancam R$ 9,5 bilhões de investimentos. Esse fundos, operados através de parceiras privadas, têm chamadas semestrais, para que empresas de todos os portes possam se inscrever e concorrer a um aporte. Além disso, Coutinho citou os cartões de crédito emitidos para pequenas empresas - que ultrapassam 670 mil unidades em um total de 1 milhão de transações. "O cartão é uma ferramenta interessante em um cenário em que o crédito é escasso". Outra frente de apoio do banco público aos pequenos empreendedores, segundo o presidente, é um programa que financia aquisição de equipamentos de computação e informática com prazos grandes - dois terços dos usuários são pequenas e médias empresas.

 

Fonte: Globo.com

Categoria: Cenário Macroeconômico, Investimento
Tags: Investimento, macroeconomia

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