Empresas de TI do Brasil são mais maduras e contratam mais

Publicado em 18/12/2014 às 10h17
Na comparação entre Brasil e outros 18 países da América Latina, as empresas nacionais de TI são mais maduras e estabelecidas e contrataram mais nos últimos 12 meses. É o que mostra a edição 2014 do Censo realizado pela Federação das Associações das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação (Assespro Nacional).
 
A pesquisa concluída no fim de 2014 mapeia o setor de TI no continente. Ao todo, 814 empresas participaram do estudo, gerando uma base de dados com pouco mais de 80 mil respostas. As companhias brasileiras correspondem a 53% do total, seguindo a tendência do mercado. Colômbia, Argentina, Equador e Paraguai, nesta ordem, completam os cinco principais países do levantamento. 
 
Praticamente 90% das empresas brasileiras contrataram novos colaboradores nos últimos 12 meses, com uma média de 33 pessoas por companhia. É um índice superior ao registrado na América Latina, que teve 85% das companhias com cerca de 30 funcionários. Em compensação, o número de desligamentos (voluntários ou não) também foi alto: média de 31 pessoas, contra 21 das demais nações juntas.
 
 “Não foi um ano fácil para o setor de TI. O calendário apertado por conta da Copa do Mundo e Eleições aliado às questões econômicas e políticas seguraram parte do crescimento das empresas”, comenta Luis Mario Luchetta, presidente da Assespro Nacional.
 
Empresas maduras
 
Outro dado interessante divulgado pelo estudo é a idade das empresas de TI no Brasil. Apesar de muitos especialistas imaginarem que são companhias jovens, a pesquisa mostra que mais da metade possui entre 14 e 28 anos de existência, o que indica corporações maduras e já estabelecidas. Apenas 39% delas foram criadas no século 21. Na América Latina acontece o inverso, com mais fundações ocorrendo nos últimos 15 anos.
 
Prioridade no consumo interno
 
As companhias nacionais também continuam priorizando o consumo interno ao invés de buscar novos negócios no exterior: 83% delas não realizam qualquer tipo de exportação. Em contrapartida, nos outros 18 países a média é muito maior, pois mais da metade realizam negociações com companhias estrangeiras.
 
Pesquisa e desenvolvimento
 
A estagnação da economia em 2014 fez o setor de tecnologia de informação investir pouco em pesquisa e desenvolvimento. Uma em cada cinco empresas do Brasil não realiza qualquer investimento na área. Dentre as que realizam, a preferência é por temas de aplicações de sistemas de informação, com 38%, seguido por criação e gerenciamento de softwares, com 29,3%, e sistemas de informação em World Wide Web, com 25,6%.
 
Sistemas operacionais
 
Outra área que merece atenção é a utilização de software livre em sistemas operacionais. Mesmo com os esforços governamentais, o uso de código aberto ainda não é popular. Ao todo, 82% dos entrevistados utilizam o Windows, da Microsoft, contra 42% do Linux – uma diferença de 30 pontos percentuais. A diferença no continente é menor: 76% contra 46%.
 
Fonte: SEGS
Categoria: Cenário Macroeconômico, TIC
Tags: macroeconomia, Tecnologia da Informação e Comunicação

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