Estímulo à exportação ampliará equalização das taxas de juros

Publicado em 26/01/2015 às 16h31

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC) deve apresentar, em 30 dias, um plano nacional de estímulo às exportações. Segundo o ministro da pasta Armando Monteiro, o plano deverá ampliar o mecanismo de equalização das taxas de juros no financiamento às exportações, medida que teria um “pequeno" custo fiscal diante dos benefícios que pode proporcionar.

“Quando concorremos na exportação, concorremos com financiamento que outros países oferecem e queremos trabalhar no sentido de equalizar as taxas em relação aos concorrentes”, afirmou. As taxas são subsidiadas pelo Tesouro.

Monteiro afirmou que o plano envolve articulação com os ministérios da Fazenda e do Planejamento. Na quarta-feira, as diretrizes gerais foram apresentadas pelo MDIC à presidente Dilma Rousseff. Segundo Monteiro, a presidente "estimulou" a conclusão do projeto final no prazo de um mês.

Além de financiamento, o plano de exportações englobará inteligência comercial, promoção comercial, seguros e garantias para a exportação.

O ministro destacou o Reintegra, benefício que o exportador recebe para compensar os tributos residuais na cadeia produtiva, será preservado.  

Em visita à fábrica da Jeep (do grupo Fiat Crysler Automobiles) em Goiana (PE), que será inaugurada em abril, Monteiro afirmou nesta sexta-feira que o setor automobilístico dará uma contribuição importante nos resultados do plano de exportações. A unidade será responsável pela venda do modelo utilitário Renegade para toda a América Latina. "Por sua natureza, a indústria automobilística tem um efeito germinador muito grande, por conta da cadeia de fornecimento", disse.

Monteiro voltou a dizer que acredita numa reversão no déficit da balança comercial em 2015, mas que é prematuro estabelecer uma meta.

Ele afirmou que a melhora do câmbio é uma oportunidade e que as exportações são muito importantes para manter o emprego no país. “Se voltarmos apenas para o mercado interno, vamos ter uma queda no nível de atividade. A saída é nos associarmos a mercado que estão em expansão, como os EUA”.

À convite do Departamento de Comércio americano, Monteiro irá aos Estados Unidos em fevereiro para discutir uma série de temas da relação bilateral. “Não há nenhuma barreira tarifária, mas precisamos discutir alguns problemas regulatórios que houve travam o comércio em algumas áreas”, afirmou.

Fonte: Valor Econômico

Categoria: Cenário Macroeconômico, Comércio Exterior
Tags: Comércio Exterior, macroeconomia

Enviar comentário

voltar para Notícias

left tsN fwR uppercase show|left tsN fwR uppercase bsd b01s|left fwR uppercase show bsd b01s|bnull||image-wrap|news login uppercase b01 bsd c10|fsN fwR uppercase b01 bsd|fwR uppercase b01 bsd|login news fwR uppercase b01 bsd|tsN fwR uppercase b01 bsd|fwR uppercase bsd b01|content-inner||