Exportações de cooperativas do Paraná cresceram 6% em 2016

Publicado em 17/01/2017 às 15h41

As exportações das cooperativas paranaenses tiveram, em 2016, um crescimento de 6%, com embarques que totalizaram US$ 2,03 bilhões - um acréscimo de US$ 110 milhões em comparação a 2015. Indicadores compilados pelo Sistema Ocepar mostram que as vendas externas das cooperativas do Paraná representaram 40% do total das exportações do cooperativismo brasileiro no ano passado, que alcançou US$ 5,14 bilhões. As cooperativas de São Paulo responderam por 22%, seguidas pelos sistemas cooperativistas de Minas Gerais e Santa Catarina, ambos com 12%, e Mato Grosso do Sul, com 4%. “O complexo soja foi o produto mais exportado pelas cooperativas brasileiras, representando 26% do valor total. Também se destacaram os embarques dos setores sucroalcooleiro e carnes de frango, cada item respondendo por 19% do valor comercializado, enquanto café, suíno e milho representaram 13%, 6% e 4%, respectivamente”, relata o analista técnico e econômico Gilson Martins.

As exportações das cooperativas brasileiras caíram 4% em relação ao faturamento obtido em 2015, quando o setor comercializou US$ 5,3 bilhões. Entre os destinos principais, a China manteve-se como o principal comprador, respondendo por 22% do valor exportado pelo cooperativismo. Alemanha (8%), Estados Unidos (8%), Emirados Árabes (7%) e Holanda e Japão (4%) seguem sendo clientes estratégicos para o setor. “As cooperativas do Paraná exportam para mais de 100 países, com vendas concentradas em especial nos produtos do complexo soja – grão in natura, farelo e óleo – e carnes de frango, que representam cerca de 80% de nossa pauta comercial”, afirma o gerente técnico e econômico da Ocepar, Flávio Turra.

Segundo Turra, o início das exportações das cooperativas do estado, na década de 1970, abriu novas possibilidades de negócios e impulsionou o desenvolvimento do setor. “Para ampliar sua produtividade, o produtor precisa ter mercado a quem destinar sua produção. Exportar abre essa possibilidade, além de ser uma alternativa para evitar a dependência do mercado interno. Em caso de dificuldades em um dos mercados, direcionam-se os negócios para o outro canal de vendas”, explica.

A balança comercial brasileira alcançou, em 2016, saldo positivo de US$ 47,7 bilhões, representando variação positiva de 142% em relação a 2015. Esse saldo foi alcançado mesmo com diminuição de 3,1% no valor exportado, já que as importações tiveram um decréscimo maior, de 19,8%. “O agronegócio foi responsável por superávit no montante de US$ 71,3 bilhões. Se o saldo do agronegócio fosse desconsiderado, a balança comercial brasileira teria um déficit de US$ 24 bilhões”, ressalta Turra. 

 

Fonte: Ocepar

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