Indústria do Paraná recupera espaço nas exportações

Publicado em 13/06/2016 às 14h04

Depois de sofrer nos últimos anos com o câmbio desfavorável para as exportações, a indústria do Paraná, puxada pelo setor automotivo, vem recuperando espaço no mercado externo em 2016, mostram dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio, compilados pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico Social (Ipardes).


Nos primeiros cinco meses de 2016, as exportações de automóveis do Paraná cresceram 116,2% na comparação com o mesmo período do ano passado, de US$ 103,7 milhões para US$ 224,2 milhões. As vendas externas de veículos de carga, principalmente caminhões, subiram 231,8%, de US$ 26,3 milhões para US$ 87,4 milhões. As encomendas de partes de motores para veículos subiram 44,9%, passando de US$ 37 milhões para US$ 48,3 milhões. As vendas de tratores, por sua vez, cresceram 34,5%, com evolução de US$ 53,9 milhões para US$ 72,5 milhões.


“A indústria, especialmente a automotiva, vem aproveitando o dólar favorável para retomar exportações e compensar a queda nas vendas no mercado interno”, diz Julio Suzuki Júnior, diretor presidente do Ipardes.


As vendas da indústria puxaram o resultado geral das exportações do Paraná nos primeiros cinco meses do ano, que passaram de US$ 5,6 bilhões de janeiro a maio de 2015, para US$ 6,4 bilhões no mesmo período de 2016 – alta de 13%. O desempenho das exportações do Paraná foi em direção contrária da registrada pelo Brasil. Em termos nacionais, as exportações brasileiras tiveram queda de 1,6%. De janeiro a maio de 2016 totalizaram US$ 73,5 bilhões, contra US$ 74,7 bilhões em igual período do ano passado.


Os automóveis ocupam a quinta posição entre os produtos mais exportados pelo Paraná, atrás de soja em grão, carne de frango, farelo de soja e papel.
Mas outros setores industriais também estão se destacando nas exportações, como torneiras e válvulas, cujas vendas somaram US$ 75,4 milhões, 366,9% mais do que no mesmo período do ano passado (US$ 16,4 milhões). As encomendas de máquinas, aparelhos e instrumentos mecânicos diversos tiveram alta de 30,3%, de US$ 37 milhões para US$ 48,2 milhões.


A combinação câmbio favorável e retomada das encomendas da Argentina impulsiona as exportações das montadoras paranaenses, explica o presidente do Ipardes. Desde que Maurício Macri assumiu a presidência no país vizinho, no ano passado, uma das principais alterações foi a queda de barreiras para a entrada de automóveis no país. A Argentina é o principal destino dos automóveis produzidos no Estado.


A retomada das exportações do setor automotivo beneficia principalmente a Região Metropolitana de Curitiba (RMC), que sedia o polo automotivo do Estado. Montadoras como Renault, Volkswagen, Audi e Volvo investiram em ampliação de produção e de geração de empregos nos últimos anos, em projetos apoiados pelo Governo do Estado por meio do programa estadual de incentivos Paraná Competitivo. Mas, com a crise econômica, sentiram a pisada no freio da economia brasileira com a queda nas vendas no mercado interno.


“A recuperação do mercado externo tem um impacto importante do ponto de vista social, porque a cadeia do setor automotivo gera 40 mil empregos somente na RMC”, lembra Suzuki Júnior. Para atender encomendas no exterior, a Renault, por exemplo, já anunciou a contratação de 500 funcionários temporários.
As exportações paranaenses de automóveis crescem em ritmo bem acima da média brasileira. Nos primeiros cinco meses de 2016, os embarques de automóveis avançaram 56,3%, para US$ 1,77 bilhão no País. Desse total, 13% foram exportados pelo Paraná. A previsão da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) é de um crescimento de 21,5% nas exportações de automóveis pelo Brasil em 2016.


As exportações devem a ajudar a indústria a compensar a queda na produção provocada pela queda nas vendas internas. De acordo com dados divulgados na última quarta-feira (08/06) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a indústria paranaense acumula uma queda de 8,4% na produção em relação a igual período do ano passado. Ainda assim, o recuo é menor do que no Brasil, que registrou queda de 10,5%.


A soja em grão, principal produto de exportação do Estado, também registrou bons resultados, com alta de 48,7% nas receitas nos primeiros cinco meses do ano. Impulsionada pelas cotações acima das médias históricas, as vendas totalizaram US$ 1,81 bilhão – 28,4% das receitas de exportação paranaense no período. As vendas de frango in natura tiveram crescimento de 4,3%, para US$ 827,4 milhões. O produto é o segundo mais importante na pauta de exportações do Estado, com 13% de participação.

 

Fonte: Agência de Notícias do Paraná

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