INOVAÇÃO DESENVOLVIDA EM MARINGÁ

Publicado em 18/05/2018 às 14h53

As startups estão em ascensão em Maringá. Dois estudos do Sebrae/PR, o ‘Mapeamento do ecossistema de startups do Paraná’ e a ‘Análise do perfil dos empreendedores e das startups mapeadas em Maringá’, apontam crescimento de 78,5% apenas em 2017 nesse tipo de empresa. Um total de 84% desses negócios são administrados por homens na faixa de 31 anos, segundo o levantamento.

Outro estudo realizado pela aceleradora Startup Farm aponta que 74% das startups brasileiras fecham após cinco anos e 18% delas antes de completar dois anos, muito mais por conflito entre os sócios e falta de sinergia com o mercado do que por falta de aporte ou investimento. Foram pesquisados 191 negócios, o equivalente a 30% das startups aceleradas no Brasil desde 2011.

O conceito de startup é novo: se aplica sempre que um grupo se reúne em busca de um modelo inovadorde negócios, disposto a empreender em condições adversas e de total incerteza.

A Doletas é um bom exemplo de empreendedorismo inovador criado pelo economista Naama Mendes Júnior e André Santos. Em seguida vieram os sócios Bruno Rosa e Raísa Spagnol. Trata-se de um cartão-fidelidade e clube de vantagens para ajudar o empresário a entender e fidelizar o consumidor, por meio de descontos e benefícios. Mendes Júnior está feliz com a ideia de negócio: o cartão Doletas é uma realidade em 27 estabelecimentos de Maringá e está em fase de expansão para a região com milhares de usuários. “Teoricamente temos retorno financeiro.Ainda não cobrimos todas as despesas e investimentos, mas estimamos que em oito meses teremos retorno do que foi investido. E não foi pouco”, afirma, sem revelar o montante.

Robô

Entre as startups de Maringá, um robô faz sucesso e caminha a passos largos para ganhar maioridade. Desenvolvido pelo programador Marco Diniz, funcionário da DB1 Global Software, o Tinbot é um robô assistente personalizável. Diniz conta que a primeira versão foi feita para estudos, construída de forma caseira com palito de sorvete, mas se tornou um braço da empresa, que há um ano e meio passou a investir na startup.

Na DB1 ele é um ‘scrum master’, assistente de equipe que lê indicadores e avisa o time sobre erros na produção por meio da voz. Ele pode ser programado para desempenhar atividades como informar onde há uma sala vazia para reunião e horário disponível na agenda, sem a necessidade de acessar o sistema ou fazer cadastro.

O Tinbot também atua como auxiliar de uma equipe que trabalha com licitações públicas. “Ele é bem sério e reflete a cara da equipe. Também há outro programado para ajudar a equipe de marketing, que é mais brincalhão. A ideia é que seja um produto flexível e cada empresa programa de acordo coma necessidade”.

Quanto à funcionalidade, o Tinbot tem síntese e entendimento de voz, expressão fácil, movimentos, iluminação com lead na orelha, capacidade de reproduzir música e áudio e pode ser integrado a outros sistemas da própria empresa ou de outra onde também haja um Tinbot. Até o momento foram comercializadas 11 unidades do robô.

Alçando voo

A Bitstorm nasceu com o objetivo de ser uma startup de startups. Ela se destacou ao participar e vencer vários hackathons na cidade. O trabalho era desenvolvido sempre com nomes diferentes pela mesma equipe, até que Matheus Dela Porte Betinelli, estudante de Internet das Coisas e Cidades Inteligentes, teve a ideia de usar o mesmo nome, e nasceu a Bitstorm, no final de 2017. Na equipe estão também a engenheira mecatrônica Fernanda Carvalho Coppo, o advisor em Tecnologia Ricardo Matiello, Rafael Legnani, do Planejamento estratégico, e João Felipe Moreira, responsável por vender e negociar.

O principal produto da startup é o Smart Shelter, um abrigo autônomo para drones. “Nosso objetivo é automatizar o processo na utilização de drones em nível comercial”, explica o empresário. Os focos são a segurança e monitoramento e o escopo do projeto é o sobrevoo de drones 24 horas, a partir de uma base, em condomínios a um custo que seja mais atraente. “A aceitação está sendo positiva, temos tido ótimos feedbacks de empresas que possuem interesse em fabricar, distribuir e, claro, utilizar a solução”, comemora Betinelli.

O grupo venceu o Desafio TIC Nova – DroneTEC Day realizado em Maringá, em agosto de 2017. Junto com o prêmio veio o convite para fazer parte do Evoa, a primeira aceleradora de Maringá, criada por um grupo de empresários. A Evoa hospeda empreendedores como a Bistorm, Doletas, entre outras, com a função de ajudar a transformar ideias em empresas, até que essas startups estejam prontas para “voar”.

Automatização de processos

Fundada há dois anos, a Engine Marketing Automatizado, que está na Incubadora Tecnológica de Maringá, foi a única empresa da cidade aprovada no Programa 100% Saúde, da SP Negócios, realizado em parceria com a IBM.

A startup se inscreveu com a plataforma agenTIC, uma solução para diminuir às faltas de pacientes nas consultas agendadas, que é um problema para clínicas e consultórios brasileiros. O diretor Lúcio Capelazzo explica que a plataforma é facilmente integrada ao sistema de gestão das instituições de saúde. Com isso, a instituição passa a ter as funcionalidades de comunicação com paciente em múltiplos canais. A ferramenta permite que o usuário cancele ou reprograme os compromissos e a unidade de saúde redistribua a consulta cancelada para atender quem está na espera. Tudo acontece por meio de um aplicativo.

Para Capelazzo, a inclusão do agenTIC no programa 100% Saúde, liderado pela prefeitura de São Paulo e a IBM, trouxe motivação e fortaleceu a marca. “Ser um incubado também fez toda a diferença na participação desse programa”, destaca o diretor.

O Programa 100% Saúde mapeou startups com tecnologias capazes de transformar a saúde no país. A Engine terá acesso a créditos para utilização na IBM Cloud, plataforma que oferece acesso a serviços de Big Data &Analytics, Computa- ção Cognitiva (IBM Watson), IOT, entre outros benefícios.

De Maringá para o mundo

As melhores ideias surgem a partir de necessidades reais. Sim, óbvio, e por isso tão valioso. E para dar vida a essas ideias e ganhar o mundo, nove investidores maringaenses se juntaram e criaram a Maringá Capital S/A, uma empresa nascida para impulsionar e ajudar outras empresas a romper fronteiras e apresentar soluções passíveis de uso em qualquer lugar. Um exemplo prático é a venda de ingressos para shows. Quem se lembra do tempo em que era preciso ir ao local do espetáculo ou aos pontos de venda dias antes para comprá-los? Hoje se compra esses ingressos por aplicativo.

Walcir Franzoni, um dos integrantes da Maringá Capital S/A, diz que a intenção do grupo é dar asas a quem demonstra saber onde quer chegar e precisa de um empurrão. “Além de dinheiro para crescer rápido, o empreendedor tem acesso a mentores ou ‘hubs’ que o conectam a fornecedores, mercados, parceiros e toda a rede necessária ao crescimento e expansão de seu negócio”, explica.

De acordo com Franzoni, a startup que deseja se candidatar ao aporte financeiro da Maringá Capital precisa estar constituída e faturando, o que demostra o esforço do empreendedor em vencer com sua ideia. Entretanto, o mais importante é ter uma ideia validada pelos clientes e estar capacitado para crescer exponencialmente, ou seja, com venda escalonada local, nacional e até internacionalmente. “Não buscamos ideias mirabolantes ou megalomaníacas, mas soluções para problemas reais e comuns a muitas pessoas”, detalha Franzoni. Ao contrário de bancos ou agências de fomento que apenas emprestam o dinheiro, os ‘investidores-anjos’ da Maringá Capital crescem junto com o empreendedor, mas deixam os louros para o dono da ideia, que vai retornar aos investidores no mínimo 5% e no máximo 20% do negócio. “Nossa participação é pequena porque queremos crescer junto com o empreendedor. Ele sempre será o líder do próprio negócio”, finaliza.

 

Fonte: ACIM

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