Londrina, polo gerador de inovação para o campo

Publicado em 01/09/2017 às 10h22
Londrina tem se tornado um ambiente de inovação voltado ao agro - perfeito para o desenvolvimento de tecnologias – nos últimos dois anos. Tudo isso graças ao esforço de algumas entidades, encabeçada pela Sociedade Rural do Paraná (SRP), em perceber que esse era um caminho importante para a região. 

Tudo começou no final de 2015, quando SRP, Sebrae e Senai começaram a discutir ações para fomentar inovações do setor agro. A sugestão inicial foi a estruturação do 1º Hackathon Smart Agro, durante a ExpoLondrina do ano passado, uma maratona de desenvolvedores focada em criar soluções tecnológicas para a cadeia. Os hackatons sempre foram destinados a outros setores e Londrina acabou sendo pioneira quando o assunto é agronegócio. "O evento foi um sucesso e isso ajudou a sensibilizar a SRP e trazer uma dinâmica de inovação para a região. Logo estávamos acompanhando muitos projetos ligados ao agro e alguns deles já receberam investimentos, outros estão em incubadoras e aceleradoras", explica o gestor de projetos do setor de Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC), startups e ambientes de inovação do Sebrae, Fabrício Bianchi. 

A partir daí o cenário aqueceu e hoje existe um "ecossistema" em pleno funcionamento, desde o fomento de startups, passando pelas incubadoras e aceleradoras, investidores, prospecção de mercado, tudo em plena sinergia. Vale dizer que as incubadoras auxiliam no projeto desde a fase inicial, desenvolvimento, capacitação, alocamento com baixos custos, etc. Já as aceleradoras também criam um "hub", ou seja, conecta os empreendedores com outros atores do mercado, já entra com investimento e avança mais rapidamente. 

E o planejamento estratégico continua forte. A sociedade civil organizada de Londrina contratou a Fundação CERTI uma organização de pesquisa, desenvolvimento e serviços tecnológicos especializados que proporciona soluções inovadoras para a iniciativa privada, governo e terceiro setor. Após um levantamento e processamento de informações na cidade no mês de julho, concluiu-se uma vocação da cidade para os setores de agro e saúde, como os grandes "puxadores" da região. "O setor de TIC atende todos os setores, é transversal. É como se o agro 'bebesse' na vocação da cidade e, eletroeletrônica, metalmecânica, entre outros". 

O diretor comercial da SRP, Nivaldo Benvenho, relata que dentro da aceleradora da Rural já existem três startups com demandas de produtos para o mercado. "Fizemos de uma forma que o setor produtivo expôs ao setor de inovação quais eram suas principais demandas". 

Para o futuro, Benvenho acredita que é esse tipo de inovação e formato de trabalho que irá fixar os jovens no campo. "É por meio dessas tecnologias que vamos gerar empregos e oportunidades para a nova geração. Nós como lideranças do agronegócio precisamos permear por diversas frentes e liderar esse processo de inovação. Para nós, até aqui, os resultados se mostram surpreendentes". 

PESQUISA E INOVAÇÃO 

O chefe geral da Embrapa Soja, José Renato Bouças Farias, relata que a instituição participa ativamente dessa movimentação na região e tem trabalhado com grupo de pesquisadores sobre como esse processo de inovação pode transformar, inclusive, as estratégias de trabalho da entidade. "No passado, quem trabalhava com tecnologia agrícola? Apenas as instituições públicas e as privadas com foco em defensivos. Hoje passamos por uma transformação e todos começaram a ingressar no negócio. Isso gera uma reviravolta inclusive em nossa forma de pensar, já que retroalimenta muito a cadeia de pesquisa, nossas prospecções de demanda e oportunidade de inserção no mercado. Surgem assim diversas oportunidades e parcerias para que possamos atingir mais facilmente o produtor". 
 
Fonte: Folha de Londrina

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