Maringá terá parque tecnológico

Publicado em 17/04/2018 às 15h28

Maringá acaba de destinar uma área de 120 mil metros quadrados (mais ou menos 10 campos de futebol dos grandes) para um futuro parque tecnológico na cidade.

Maia, assinou a liberação do terreno, localizado próximo à avenida Nildo Ribeiro da Rocha e do parque do Japão, uma das atrações turísticas da cidade, nesta quarta-feira, 07.

A estimativa é que Maringá tenha hoje 400 empresas do ecossistema de TIC. A ideia do parque é atrair também instituições de ensino, por meio centros de pesquisas e inovação, ambientes de co-working.

Também está no projeto espaços de criação como FabLab, áreas comuns de alimentação e estacionamento, creches, locais para reuniões, debates e treinamentos.

“O setor tecnológico maringaense vem crescendo muito nos últimos anos e nada mais justo que a prefeitura oferecer condições para aumentar ainda mais este crescimento”, explica Franz Wagner Dal Belo, diretor de Inovação Tecnológica da Secretaria de Inovação e Desenvolvimento Econômico de Maringá.

Dal Belo enfatiza que o objetivo é criar “uma referência para todo o país”.

Segundo dados da prefeitura, o setor faturou R$ 802 milhões na cidade em 2017, um aumento de quase 10 vezes frente aos números de 2012, sendo hoje em dia 10% da arrecadação de ISS de Maringá.

A previsão do setor de TI para 2018 é alcançar a cifra de R$ 1 bilhão em faturamento na economia de Maringá e 13% do faturamento do ISS.

“O objetivo é reunir as empresas de TI em um mesmo espaço físico, onde será possível ampliar ainda mais o segmento de tecnologia da cidade. São 4 mil funcionários no total”, afirma Rafaela Campos, presidente da Software by Maringá, entidade que reúne empresas do setor de TI de Maringá e região. 

A Software by Maringá, fundada em 2007, é parte da movimentação das empresas de software da cidade. Recentemente, a associação se tornou uma representante da Softex, para promover o modelo de qualidade de software MPS.BR na região.

Planejada e com urbanização recente, Maringá é hoje a terceira maior cidade do Paraná, com 406 mil habitantes. A menos de 100 quilômetros de distância está Londrina, uma cidade de porte similar (550 mil habitantes) que também tem ambições de ser um polo de tecnologia.

No começo do ano, a indiana TCS anunciou um investimento com a perspectiva de empregar até 4 mil pessoas na cidade.

Já foram abertas 80 vagas para o novo “delivery center”, dentro da primeira fase da operação paraense da TCS, no qual a empresa estará instalada e um prédio comercial na região central da cidade.

Nesse local, a empresa poderá ter até 700 funcionários. Depois, o plano é se transferir para uma sede que está sendo construída dentro do parque tecnológico Francisco Sciarra, um espaço administrado pela Codel, uma autarquia municipal de desenvolvimento de Londrina.

Nos últimos anos, o município vem se credenciando como um polo de TI, com cerca de 200 empresas da área segundo dados da Softex.

A maioria são companhias locais, mas Londrina já tem um centro de serviços da gigante francesa Atos, inaugurado em 2013 e hoje com cerca de 400 funcionários.

A região já conta há mais de 10 anos com um Arranjo Produtivo Local, uma espécie de associação de empresas por meio do qual é possível captar verbas em nível estadual e federal.

 

Fonte: baguete

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