Movimentação de cargas salta 419% no aeroporto de Londrina

Publicado em 17/12/2014 às 14h25

A movimentação de cargas no Terminal de Logística de Carga (Teca) do Aeroporto Governador José Richa, em Londrina, decolou 419% de 2013 a 2014, segundo levantamento divulgado ontem pela Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero). Foram 191,6 toneladas no ano passado e 994,6 toneladas de janeiro até a última segunda-feira, o que consolida a estrutura como opção ao empresário da região e como chamariz para a instalação de novos empreendimentos.

O Teca permite, por exemplo, que o importador ou exportador "corte a fila" no Porto de Paranaguá. Se a carga chegar ao Paraná da China via barco, é possível direcioná-la para o terminal de Londrina para desembaraço por meio de Declaração de Trânsito Aduaneiro (DTA) aéreo ou terrestre. Todo o material é lacrado pela Receita Federal e carregado até a estrutura londrinense, para ser liberado após análise.

O processo ocorre mais rapidamente do que se precisasse ser feito no porto, para depois ser transportado, porque Paranaguá recebe volume bem maior de cargas a cada dia. Por isso, o empresário da região passou a usar mais o terminal londrinense.

O presidente do Instituto de Desenvolvimento de Londrina (Codel), Bruno Veronesi, afirma que entidades empresariais e do governo vêm se reunindo desde 2012 para alavancar o uso do terminal. "Um empresário se dispôs a fazer uma importação grande pelo terminal e mostrou que tudo foi feito com agilidade e menor custo do que pelo porto", lembra.

Ele conta que a estrutura é importante para fortalecer a imagem da cidade como um ambiente pronto para a instalação de empresas. "Logística é extremamente importante para o desenvolvimento da indústria", completa o superintendente da Infraero em Londrina, Marco Pio.

Implantado em 2008, o Teca patinou até o início de 2013. O superintendente da Infraero diz que parte da explicação para a evolução é que se abriu a possibilidade de negociar valores tabelados para fidelização do serviço. "Chega a ser mais barato do que em qualquer terminal de carga da Infraero do País", diz Pio, que lembra ainda que é possível liberar a carga em menos de um dia em Londrina.

Com o tráfego maior, ganha força também o pleito londrinense para a instalação de um posto da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no local. Na região, somente o Aeroporto Regional de Maringá conta com um fiscal do órgão, que vem a Londrina em datas agendadas.

A fiscalização da Anvisa é necessária para itens como medicamentos e alimentos, mas, se existisse no Teca, Pio diz que a demanda na cidade aumentaria muito. "Se tivéssemos a Anvisa, só o que a Sandoz importa e exporta já daria um volume de cargas violento", diz, sobre uma indústria de medicamentos com sede em Cambé, que desembaraça insumos em Curitiba.

Veronesi e Pio afirmam que estão em contato com a Anvisa para pleitear o posto de fiscalização. A reportagem questionou o órgão sobre o processo e não recebeu resposta até o fechamento desta edição.

Novidades

Nos próximos meses, a tendência é o volume aumentar. O superintendente da Infraero comenta que está em negociação com a Azul Cargo para iniciar o uso do Teca para tráfego de cargas por DTA aéreo. Para passageiros, o aeroporto de Londrina deve ganhar em janeiro o Sistema Elo, que permite o acesso por um corredor térreo coberto até a porta dos aviões.

 

Fonte: Folhaweb

Categoria: Comércio Exterior, Logística, Norte do Paraná
Tags: Comércio Exterior, Logística, Londrina

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