NEGOCIAÇÕES PARA O LIVRE-COMÉRCIO

Publicado em 17/04/2018 às 15h07

O Canadá está entre os 10 maiores importadores do mundo – em 2017 comprou mais de US$ 500 bilhões. As negociações para o acordo de livre comércio do país com o Mercosul abrem oportunidades no mercado canadense e expandem a capacidade de exportação dos países do grupo – Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai.

No caso do Brasil, a negociação do acordo comercial entre o bloco e Canadá criará oportunidade para 321 produtos brasileiros, hoje mais caros e pouco competitivos no mercado canadense. Os números fazem parte de estudo da Confederação Nacional da Indústria (CNI). “A expectativa do acordo é de que venha a reduzir os picos tarifários”, destaca Paulo Perrotti, presidente da Câmara de Comércio Brasil-Canadá. A corrente de comércio Brasil-Canadá, em 2017, foi de US$ 4,5 bilhões. “Estimamos que venha a crescer em à medida em que as conversas avançarem e os negócios venham a se realizar”, revela Perrotti.

Entre os setores que poderão ser beneficiados com o livre-comércio estão o automotivo, produtos químicos, metalurgia, agricultura e pecuária, produtos minerais e equipamentos de informática. Um dos grandes atrativos para o Mercosul, nas negociações com o Canadá, foi o aceno feito pelo governo de que estaria disposto a liberalizar o mercado de compras públicas tanto em âmbito federal como nas províncias, um mercado de quase US$ 250 bilhões. Normalmente, os acordos internacionais preveem abertura de licitações somente no nível federal. No caso canadense, 90% de todas as compras são feitas pelos governos locais.

“Os ganhos de um acordo comercial vão muito além de tarifas”, explica o presidente da CCBC. A Câmara está lançando os estudos Brazilian Opportunities for Canadian Exporters e Oportunidades Canadenses para Exportadores Brasileiros, publicações que são resultado de um ano de trabalho da Comissão de Comércio Exterior da CCBC e que vêm ao encontro do momento em que as relações comerciais entre os países estão se estreitando.

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