Noroeste, a região que mais cresce no Paraná

Publicado em 22/12/2014 às 09h19

Entre as dez mesorregiões do Paraná, a Noroeste foi a que mais se destacou economicamente no período de 2002 a 2012. Sua participação no Produto Interno Bruto (PIB) do Estado cresceu 17% na década. Em 2012, o PIB da mesorregião, formada por 61 municípios, entre eles Paranavaí, Umuarama e Cianorte, chegou a R$ 12 bilhões, o que representa 4,7% do total paranaense (R$ 255,9 bilhões). O indicador referente ao ano retrasado é o mais recente disponível e foi divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no dia 11 de dezembro.

O Sudoeste, formado por 37 municípios, como Francisco Beltrão e Pato Branco, foi o segundo que mais ganhou participação: 12%. Em 2012, o PIB da mesorregião chegou a R$ 9,7 bilhões, o que representa 3,8% do total. O Norte, com Londrina e Maringá entre 79 cidades, aumentou sua participação no bolo em 5,6%, tendo o segundo maior PIB em valores absolutos, R$ 41,1 bilhões, ou 17% de participação na riqueza produzida no Paraná.

A Região Metropolitana de Curitiba (RMC), com 37 municípios incluindo a Capital, foi a quarta mesorregião que elevou sua participação no PIB do Estado. O aumento foi de 4,4%, com um PIB de R$ 116,3 bilhões em 2012, ou 45% do total.

Todas as outras seis mesorregiões perderam participação. O Norte Pioneiro, com 46 cidades, entre elas Cornélio Procópio e Jacarezinho, recuou 2,6% na década, atingindo um PIB de R$ 8,4 bilhões em 2012, ou 3,3% do total. O Sudeste, de União da Vitória e mais 20 municípios, perdeu 6,5% de participação, com um PIB de R$ 5,6 bilhões no ano retrasado, ou 2,2% da riqueza produzida no Paraná. O Centro Oriental, de Ponta Grossa e mais 13 municípios, despencou 10% na participação, atingindo um PIB de R$ 15 bilhões, ou 5,8% do Estado.

Chama atenção a retração do Oeste, já que aquela mesorregião é a terceira com maior PIB. Foram R$ 29,3 bilhões em 2012. Juntos, os 50 municípios do Oeste, entre eles Cascavel e Foz do Iguaçu, perderam 12% de participação na década. Também recuou bastante (18%) a participação do Centro Ocidental, mesorregião que conta com Campo Mourão e outras 24 cidades. A queda foi de 18%, com um PIB que totalizou R$ 6,4 bilhões em 2012.

Por último, com 20% em queda de participação, vem o Centro-Sul, mesorregião de Guarapuava e 28 outros municípios. Ali, a perda de participação foi de 20%. O PIB de 2012 foi de R$ 8,7 bilhões, ou 3,4% do total.

Para o economista Francisco José Gouveia de Castro, do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), a indústria têxtil e a agroindústria (principalmente a sucroalcooleira) são as principais responsáveis pelo destaque do Noroeste no período de 10 anos analisado pela reportagem. Aos poucos, de acordo com ele, a pecuária bovina da região vai cedendo espaço para a indústria. "Também vem se destacando no Noroeste a produção avícola", afirma.

Questionado sobre a perda da participação do Norte Pioneiro no PIB estadual, Castro responde que uma das hipóteses para explicar o fato seria a presença na mesorregião de um solo acidentado desfavorável à agropecuária. "Devido à topografia, a utilização de máquinas fica prejudicada, o que acarreta perda de produtividade na lavoura", avalia.

Na opinião do economista, ao contrário do que possa parecer, o Paraná está se tornando menos desigual. "Está diminuindo a concentração de indústria na Região Metropolitana de Curitiba. Cidades como Ponta Grossa e Maringá estão se industrializando. O Estado está se tornando mais homogêneo do ponto de vista econômico", garante. Castro diz que 78% dos empregos gerados no Paraná de janeiro a outubro deste ano foram no interior.

Ele acredita que, em poucos anos, a mesorregião Centro Oriental, que perdeu 10% de participação no PIB estadual, terá revertido a tendência. Boa parte dos investimentos industriais que estão sendo implantados pelo programa Paraná Competitivo se concentra na região de Ponta Grossa.

 

 

Fonte: Folhaweb

Categoria: Cenário Macroeconômico, Norte do Paraná
Tags: macroeconomia, Norte do Paraná , PIB

Comentários

wilson em 28/08/2016 22:22:34
É preciso mais descentralização das indústrias,com ação conjunta dos municípios.governo estadual,federal,universidades,empresários,no norte pioneiro por exemplo é ridículo o sistema de transporte de sto. a.da platina p/jm távora acaba 20;00h,as cidades são bem próximas ,equivalente à um bairro em uma cidade grande,é preciso quebrar o monopólio de transporte,liberar vans,urbe,etc,a região precisa de transformações efetivas e urgentes,tbm passe livre para estudantes,infelizmente comparado com países desenvolvidos ainda estamos no séc.xix,e ainda pode piorar se não ocorrer planejamento integrado de todos os municípios,deixando os privilégios e interesses políticos e particulares de lado assim como disputas e intrigas políticas que somente atrasam nossa querida região;sai de Jm Távora em 1987 sempre desejei voltar mas infelizmente o cenário não dá esperança!

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