Noroeste do PR é a mesorregião que mais cresce

Publicado em 19/12/2016 às 11h24

Nos últimos anos, conforme atesta o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), está em curso no Paraná um processo de desconcentração da riqueza da Região Metropolitana de Curitiba (RMC). O entorno da capital perdeu 10,6% de participação no Produto Interno Bruto (PIB) do Estado de 2010 a 2014. Mas o aumento de participação do interior não tem sido homogêneo. Algumas das menores mesorregiões têm aproveitado melhor esse momento. É o caso do Noroeste, que inclui municípios como Umuarama, Paranavaí e Cianorte. Sua participação no PIB foi a que mais cresceu de 2010 a 2014: 17,8%. Os dados referentes a 2014 foram divulgados semana passada pelo IBGE.

 



Os 69 municípios do Noroeste somaram um PIB de R$ 16,7 bilhões naquele ano, o que representava 4,8% do total de R$ 348 bilhões do Paraná. Na região, vivem 713 mil habitantes, ou 6,4% do total de 11 milhões de paranaenses. E, apesar da evolução, o PIB per capita ainda era um dos mais baixos em 2014: R$ 23.500.
Também cresceu muito (15,6%) a participação de outra pequena mesorregião, o Sudeste, que reúne 21 cidades, entre elas Irati, União da Vitória e São Mateus do Sul. Na mesorregião, a participação no bolo cresceu 15,6%. Em 2014, o PIB chegou a R$ 9,8 bilhões, ou 2,8% do total. Com uma população de 427,3 mil habitantes (3,8% do total), o per capita da região ficou ainda mais baixo, em R$ 23.130.

O Centro Ocidental, formado por 25 cidades, como Campo Mourão e Engenheiro Beltrão, também cresceu na mesma proporção: 15,4%. E a soma do PIB também ficou muito próxima à do Sudeste: R$ 9 bilhões, ou 2,5% do bolo paranaense. Mas, ali, como a população é menor, de 340 mil pessoas (3%), o per capita ficou mais alto, em R$ 26.450.

É natural que as regiões menores tenham variações proporcionais mais relevantes, seja para mais ou para menos. Portanto, é melhor comparar as regiões citadas com outras também pequenas, como o Centro Sul e o Norte Pioneiro. Ao contrário das outras, as duas pouco aproveitaram o processo de descentralização da riqueza no Estado. No primeiro caso, onde ficam Guarapuava e Palmas, o aumento de participação no PIB foi de 4,7%. Foram R$ 12,9 bilhões em 2014, ou, 3,7% do total. Com 595 mil habitantes, a mesorregião ficou com o segundo PIB per capita mais baixo do Estado: R$ 22.930.

O per capita mais baixo é o do Norte Pioneiro, onde estão cidades importantes como Cornélio Procópio e Jacarezinho: R$ 19.570. Na região, vivem quase 863 mil paranaenses (7,7% da população) e o PIB de 2014 foi de apenas R$ 11 bilhões. O aumento de participação desde 2010 foi apenas de 2,6%.

CAPITAL

Apesar da redução de 10,6% de participação no PIB, a RMC ainda concentrava 42% da riqueza paranaense em 2014. Em 2010, eram 47%. Com 3,4 milhões de habitantes (31% do total), a mesorregião tinha o maior PIB per capita em 2014: R$ 39.060.
O segundo maior, de R$ 33 mil, era o da mesorregião Centro Oriental, de Ponta Grossa, Telêmaco Borba e Ortigueira. Com a instalação ali da maior parte das empresas atraídas pelo governo do Estado por meio do programa Paraná Competitivo, a região teve 12,3% de aumento de participação. O PIB de 2014 foi de R$ 24,2 bilhões. A população local é de apenas 734 mil pessoas.

"A região de Ponta Grossa recebeu muitos empreendimentos da áreas agroindustrial e de madeira e celulose", afirma Francisco Castro, diretor de Estatística do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes). Um dos empreendimentos a que ele se refere é a fábrica da Klabin, em Ortigueira. O diretor também lembra que Ponta Grossa recebeu indústrias automobilísticas, como a fábrica de caminhões DAF.

O crescimento do Noroeste, de acordo com ele, está relacionado a um mix de indústrias, que vai desde a de frango até a de vestuário. "São atividades que geram muito emprego e renda", justifica.

Sobre a tímida expansão do Norte Pioneiro, Castro alega ser necessário estudar melhor o caso da região. "Sabemos que há problemas de topografia o que pode prejudicar, por exemplo, a produção agrícola", declara.

 

Fonte: Folha de Londrina

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