Número de startups no Paraná cresce 122% em um ano

Publicado em 23/10/2015 às 17h36

Geralmente vinculadas a serviços e produtos de base tecnológica e com alto potencial de escalonamento, as startups têm ganhado cada vez mais espaço no ecossistema de inovação e empreendedorismo do Paraná.

Levantamento feito pelo Sebrae-PR, que ainda está em fase de conclusão, mostra que o número dessas pequenas empresas aumentou de 167 em 2014 para 370 neste ano.

Como o mapeamento retrata apenas seis regiões do estado (Curitiba, Londrina, Pato Branco, Cascavel, Maringá e Ponta Grossa), a quantidade total de startups pode ser ainda maior.

Os dados consolidados devem ser apresentados nas próximas semanas e vão complementar outro estudo feito neste ano com 101 startups, que permitiu ao Sebrae-PR traçar um perfil dos negócios existentes no estado.

A percepção de que o “boom” dessas empresas no Paraná é um movimento recente é comprovado pelo estudo: de cada dez startups pesquisadas, seis têm menos de dois anos de existência no mercado.

“Sabemos que quanto mais inovador o modelo, maiores são os riscos e desafios, o que é uma característica das startups. Mas temos vistos muito projetos se consolidando e cases de sucesso surgindo, o que é importante para posicionar esse modelo de negócio e estimular os outros atores a se articularem para atender as startups da melhor forma possível”, afirma o coordenador estadual da linha estratégica de startups do Sebrae-PR, Rafael Tortato.

Capilaridade

O fato dos novos negócios mapeados não estarem concentrados exclusivamente na capital – pouco mais de 60 têm sede em Curitiba e região – também é visto como um sinal de que o ecossistema do Paraná tem caminhado para um nível maior de maturidade.

Em outros estados, como Santa Catarina, Minas Gerais e Rio Grande do Sul, a concentração em um determinado polo, em detrimento de outros, é evidente.

O estudo do Sebrae-PR mostra ainda que já começam a surgir no estado cases de empreendedores que estão criando uma startup pela segunda vez, seja porque falharam na empreitada anterior ou passaram o negócio para terceiros.

“Começaram a aparecer empreendedores mais maduros. É natural que várias dessas empresas não consigam decolar, mas agora está se tornando mais comum pessoas que quebraram a cara com sua primeira startup voltarem e participarem de outras. E isso aumenta o nível de maturidade do cenário como um todo”, avalia o coordenador da Hot Milk, aceleradora da PUC-PR, Leonardo Tostes.

 

Fonte: Gazeta do Povo

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