OCDE abrirá escritório no Brasil

Publicado em 09/06/2017 às 17h54

A Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) vai abrir um escritório no Brasil. A informação foi divulgada ontem pelo ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, após encontro com o secretário-geral da instituição, Angel Gurría.

"A OCDE terá um escritório no Brasil. Estamos trabalhando nesse sentido. De fato eles têm esse interesse e vamos formalizar isso rapidamente", disse o ministro a jornalistas, em Paris.

Na semana passada, o Brasil pediu formalmente a sua integração como membro da entidade - atualmente é apenas "parceiro-chave". Essa tentativa de fazer parte do chamado "clube dos ricos" já foi vista em outros governos, mas na administração passada, o Brasil tentou manter algum distanciamento da entidade. "A ideia da OCDE é a de ser uma organização que congrega países mais relevantes do mundo e o Brasil é um deles", avaliou o ministro.

Segundo ele, a entidade pratica e demanda normas modernas de administração econômica, de gestão e de transparência, entre outros pontos. "Claramente o Brasil se enquadra (na OCDE)."

Agora que o pedido foi feito, o País precisa aguardar a resposta da instituição. Para ser formalizado, o Brasil precisa receber o aval dos 35 membros da organização, além da União Europeia (UE).

Há a expectativa de que a resposta venha mais rápido para o Brasil do que para outros países que também já formalizaram o pedido. "O que já estamos fazendo no Brasil é mais do que suficiente para o processo [de entrada na OCDE]", avaliou.

Meirelles não quis comemorar antes da resposta oficial a possibilidade de o Brasil ser aprovado e disse que não há uma data fixa para que a resposta seja dada pela OCDE. "O processo muitas vezes é longo", considerou. Questionado sobre se o Brasil furaria a fila de países, ele disse: "Vamos ver, vamos aguardar."

O ministro relatou que demonstrou a Gurría o processo de agenda de reformas importantes que está no Brasil e argumentou que a entrada na OCDE faz parte de uma agenda do País de abertura, de reformas, de modernização da economia e normatização econômica.

 

Fonte: Estadão Conteúdo

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