Oito passos cruciais para empresas se prepararem para exportar

Publicado em 13/07/2016 às 14h24

Exportar tem sido a aposta da indústria para contornar a crise da economia. As oportunidades atraem empresas que nunca consideraram o mercado internacional como alternativa. Com a desvalorização do real, o momento é propício para encontrar clientes fora do Brasil, aumentar as exportações e, consequentemente, o faturamento da empresa.

Pesquisa feita pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostra que 57% das empresas que já atuam no comércio exterior pretendem exportar mais ao longo de 2016. Entre as que não exportavam, 13% querem começar a vender para fora neste ano.

Dados do Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) revelam um aumento de 14,7% no total de exportadoras: são 14.472 empresas no primeiro semestre de 2016, contra 12.619 no mesmo período do ano passado. A alta aconteceu, sobretudo, entre as companhias que negociaram até US$ 1 milhão.

Antes de despachar a mercadoria nos portos, as empresas que querem conquistar clientes estrangeiros precisam se preparar para garantir o sucesso na negociação. "Exportação não é algo feito de um dia para o outro. As empresas têm de avaliar potenciais mercados, conhecer seus clientes, cumprir requisitos, obter certificados que atestem sua qualidade de produção", explica a gerente de Serviços de Internacionalização da CNI, Sarah Saldanha.

Coordenada pela CNI, a Rede Brasileira de Centros Internacionais de Negócios (Rede CIN), presente nas federações de indústrias de todos os estados, tem como objetivo preparar e orientar as empresas nesse processo, oferecendo capacitações, estudos de mercado, prospecção comercial e emissão de certificados. No ano passado, a Rede CIN fez mais de 43 mil atendimentos a 6,6 mil empresas. Além disso, conta com parceiros importantes, como o Serviço Nacional de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) para garantir o atendimento completo às empresas.

Confira o passo a passo para se tornar um exportador e como a Rede CIN pode ajudar o seu negócio a chegar lá:

 

1. Estabeleça um objetivo


Se interessou em exportar? Avalie por que isso pode ser bom para o seu negócio: será bom para o faturamento ou uma forma de estabilizar a empresa em meio à crise brasileira? A Rede CIN te ajuda a montar um plano de negócios.

2. Se prepare


A Rede CIN, por meio de parcerias com o Sebrae, oferece treinamentos, cursos e seminários para capacitar os funcionários da empresa. Nesse passo, também é importante se inscrever no Sistema Integrado de Comércio Exterior, da Receita Federal, para se tornar um exportador registrado.

3. Defina para onde quer vender e aprofunde seus conhecimentos


Você precisa conhecer em detalhes os mercados e condições exigidas para vender para outros países. Para isso, é necessário fazer estudos de inteligência comercial, definir o mercado alvo, conhecer a concorrência, as adaptações ao produto, a formulação de preço e as barreiras ou vantagens para entrada no mercado estrangeiro.

4. Participe de feiras e missões empresariais


As ações de promoção comercial, como grandes feiras e missões empresariais, são ótimas oportunidades para conhecer tendências globais no seu setor e de mercado. Também são importantes para conseguir informações estratégicas sobre seus potenciais parceiros comerciais.

5. Defina suas condições de venda e como vai entregar a mercadoria


Essa etapa é importante para estabelecer o preço do seu produto. A sua empresa precisa escolher o meio de transporte para despachar a venda, analisar o tempo de entrega, as condições de pagamento internacional, a quantidade mínima de venda, bem como o seguro e os impostos cobrados no destino final. Com isso em mente, você pode definir variações de preços a depender das condições.

6. Negocie


É importante pesquisar potenciais clientes e participar de encontros de negócios no Brasil e no exterior. Nem sempre as melhores condições pra você atendem aos interesses do importador, por isso é importante ajustar as propostas a cada situação. A negociação certamente será mais bem sucedida se você tiver mais informações sobre o mercado onde quer atuar, como hábitos de consumo, preço final, canais de distribuição.

7. Feche o negócio


Formalize o contrato com todas as condições acordadas - volume, prazo, descrição do produto, responsabilidades mútuas - para diminuir riscos e fechar parcerias de médio e longo prazo. Além disso, se o Brasil tiver acordo comercial com o país onde você vai vender, é preciso emitir o Certificado de Origem, disponível em todas as federações de indústrias.

8. Financiamento e adiantamento


Caso você dependa do pagamento do comprador para financiar a produção, o governo federal tem linhas de financiamento específicas para o exportador.

 

Fonte: CNI

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