Para Meirelles, BR já dá sinais de que "a economia vai andar"

Publicado em 05/07/2016 às 17h25

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, repetiu nesta quinta­ feira (30/06) o discurso que, com o retorno gradual da confiança no país, a economia já dá sinais de recuperação. “À medida que se restaure a confiança, a retomada econômica dá sinais de que vai recuperar. Os índices de confiança antecedem isso [retomada]. Os índices de confiança estão subindo. É o primeiro sinal de que a economia vai andar”, afirmou.

O ministro também não perdeu a oportunidade de defender, em evento com empresários no Palácio do Planalto, a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que fixa um limite para o gasto público. Meirelles ressaltou, como em outras ocasiões, que apenas entre 2008 e 2015, a despesa cresceu 50% acima da inflação, enquanto a receita subiu 17%. “Essa contabilidade não fecha”, disse, destacando que isso faz a dívida e seu custo crescerem.

Na avaliação de Meirelles, a aprovação da PEC vai ajudar a dar mais previsibilidade para os empresários investirem, aumentarem a produção e para os trabalhadores voltarem a comprar. A PEC, repetiu, vai dar previsibilidade da trajetória fiscal por 20 anos.

Para o ministro, a maior conquista do atual governo será a redefinição do papel do Estado e da iniciativa privada na economia brasileira. Meirelles destacou que compete ao governo oferecer uma estrutura macroeconômica, ressaltando uma moeda estável para garantir o poder de compra dos empresários e consumidores. Segundo o ministro, o governo precisa ser capaz de administrar com eficiência as finanças públicas. Meirelles defendeu a utilização de forma adequada dos recursos públicos para que o equilíbrio fiscal seja atingido e a carga tributária seja regressiva.

O ministro destacou ainda que o país enfrenta queda do consumo e do poder aquisitivo, e é preciso atacar a causa do problema, que é a queda da confiança e a menor disponibilidade de recursos nas mãos do setor público e dos consumidores, seja pelo aumento do gasto público da dívida, ou dos juros decorrentes de um endividamento crescente.

“Temos que atacar essas causas para que a roda passa girar em outra direção. Estamos num processo de mudar a espiral.” O ministro da Fazenda acredita que o efeito das medidas anunciadas pelo governo federal já começa a ser sentido por meio da retomada da confiança de consumidores e empresários.

Com todas as medidas implementadas, vem a “restauração do verdadeiro papel do Estado, que é providenciar regulação que leve ao crescimento, finanças estáveis do governo federal e estaduais e poder de compra mantido”, disse.

Meirelles afirmou também que a meta fiscal para este ano foi “realista” e que equipe econômica ainda está calculando a referência para 2017 e levará em conta a aprovação do teto dos gastos públicos, que ainda está em tramitação no Congresso Nacional. “A meta de R$ 170 bilhões para 2016 foi realista, calculada com cuidado”. Sobre o cálculo da meta do próximo ano, ele disse que o teto dos gastos será obedecido. “Já estamos fazendo os números tendo por base o pressuposto de que vai ser aprovado o teto [dos gastos públicos] pelo Congresso e será obedecido”, afirmou.

“De um lado tem a recuperação da atividade econômica. Estamos num processo de avaliação de outras receitas que poderão ocorrer”, completou. Meirelles disse também que a equipe econômica está analisando novas medidas econômicas e que assim que forem concluídas, serão levadas para avaliação do presidente interino Michel Temer. “Não temos as medidas prontas aguardando um momento para anunciá-­las.”

Nesta quinta-feira (30/06), o ministro interino do Planejamento, Dyogo Oliveira, informou que não via a possibilidade de o déficit primário de 2017 ser inferior a R$ 100 bilhões. “O aumento de despesa está definido pela emenda constitucional [Proposta de Emenda à Constituição que limita o crescimento do gasto]. O que está sendo discutido é o aumento das receitas, o que vai definir o déficit”, explicou Meirelles, destacando que os reajustes de salários de servidores públicos e Bolsa Família estão contemplados dentro do teto de gasto.

“A ideia é saber qual o cálculo de aumento das receitas. Nosso objetivo é que seja menor que R$ 170 bilhões e isso será divulgado quando todas as avaliações estiverem concluídas”, complementou o ministro. Sobre a meta de inflação, Meirelles lembrou que o Banco Central define a sua estratégia de convergência, e hoje definirá a meta de 2018.

“Não há apenas uma variável nessa questão, existe um componente importante de expectativas." Previdência Sobre a Previdência, o ministro afirmou que o governo não envolve o calendário eleitoral nas discussões relacionadas às propostas para uma reforma na área. O Palácio do Planalto anunciou nesta semana que pretende aprovar a proposta até o fim do ano. “A ideia é que assim que esteja pronta, seja apresentada ao Congresso Nacional”, disse.

O ministro destacou que um grupo de trabalho tenta avançar nas discussões com a apresentação de sugestões elaboradas a partir de diagnósticos feitos por um grupo anterior mais amplo.

 

Fonte: Valor Econômico

Categoria: Cenário Macroeconômico, Investimento

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