Paraná lidera exportações das cooperativas brasileiras

Publicado em 26/10/2015 às 16h56

O Paraná respondeu por 36% das exportações das cooperativas brasileiras de janeiro a setembro deste ano. As cooperativas do Estado somaram US$ 1,49 bilhão de um total de US$ 4,13 bilhões vendidos no Exterior pelo sistema no País. O Estado ficou à frente de São Paulo (US$ 812,7 milhões), Minas Gerais (658,4 milhões) e Santa Catarina (US$ 503,7 milhões), de acordo com dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC). O resultado é puxado pelas exportações de grãos e de frango.

Das seis cooperativas brasileiras com exportações acima de US$ 100 milhões, três são do Paraná: Coamo Agroindustrial, de Campo Mourão, que também é a maior exportadora do País; a C.Vale, de Palotina; e a Copacol, de Cafelândia. A lista de exportadoras conta ao todo com 19 cooperativas, que responderam, no período, por 18% das exportações totais do Paraná no período. China e União Europeia são os principais mercados.

“As cooperativas sempre tiveram papel relevante no Paraná e contribuíram para o desenvolvimento do Interior, com forte geração de emprego, agregação de valor, pesquisa e inovação”, diz Francisco José Gouveia de Castro, diretor do centro estadual de estatística do Ipardes (Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico Social). De acordo com Castro, elas contribuíram para que algumas regiões, como o Oeste e do Sudoeste, tivessem um desenvolvimento acima da média do Estado nos últimos anos. Atualmente 3,3 milhões de pessoas estão ligadas direta ou indiretamente ao setor no Paraná.

A combinação de safras recordes de grãos, aliadas a pesados investimentos em tecnologia e profissionalização, colocaram o Paraná no topo do setor. Entre 2010 e 2014, as cooperativas ampliaram exportações em 46%, para US$ 2,4 bilhões.

De acordo com Gilson Martins, assessor técnico e econômico da Ocepar (Organização das Cooperativas do Paraná), os investimentos em tecnologia garantiram acesso a mercados exigentes. “Hoje as cooperativas exportam coxa de frango desossada para o Japão e cortes adequados à tradição muçulmana para o Oriente Médio, por exemplo”, cita.

Um outro levantamento da Ocepar, que contempla também as exportações de unidades das cooperativas paranaenses em outros Estados, aponta para uma participação ainda maior do Paraná no setor. Por essa conta, o Estado respondeu por 45% nas exportações das cooperativas brasileiras nos primeiros nove meses do ano.

O Porto de Paranaguá é o principal terminal de exportação das cooperativas brasileiras. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, mostram que, nos primeiros nove meses do ano, o setor exportou US$ 1,86 bilhão por Paranaguá. O Porto de Santos ficou em segundo lugar, com US$ 1,63 bilhão, e em terceiro está o terminal de Itajaí, com R$ 75,2 milhões.

O dólar alto traz boas perspectivas para as exportações das cooperativas, mas Gilson Martins ressalta que a moeda americana pressiona os custos dos insumos para o setor. Até agora, a valorização do dólar tem ajudado a compensar parte da queda nos preços internacionais da soja.

Em um momento em que a maioria dos setores sente os efeitos da piora do cenário econômico brasileiro e adiam projetos, as cooperativas paranaenses seguem com investimentos. Somente em 2015 estão sendo aplicados R$ 2,3 bilhões, principalmente em estruturas de armazenagem, expansão de produção e aumento das exportações, de acordo com dados da Ocepar.

Boa parte desses recursos tem apoio do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE). Só no primeiro semestre de 2015, a Agência Paraná do BRDE liberou financiamentos ao agronegócio no valor recorde de R$ 852 milhões. Do total, são R$ 575 milhões para cooperativas e R$ 196 milhões a produtores associados.

A cada R$ 1 milhão investido pelas cooperativas, são gerados 60 empregos diretos e indiretos, segundo cálculos do departamento econômico da Ocepar. O setor faturou R$ 50,5 bilhões no Paraná em 2014. Desse total, 42,6% vem de um processo de agroindustrialização da produção.

Fonte: Agência de Notícias do Paraná

Categoria: Agronegócio, Cenário Macroeconômico, Comércio Exterior, Indústria, Investimento, Norte do Paraná, Paraná

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