Paraná reduz pela metade a utilização de agroquímicos

Publicado em 18/03/2016 às 15h23

O Brasil é um dos países que mais utilizam agroquímicos no mundo, o que gera atenção negativa na mídia internacional e preocupação tanto dos produtores, quanto dos consumidores brasileiros. Na contramão desse dado preocupante, o estado do Paraná conseguiu reduzir em metade a aplicação de agroquímicos utilizados para manejar pragas apenas com mudanças de manejo de cultura. O Brasil Rural conversou sobre isso com o pesquisador da Embrapa Soja, Osmar Conti.

Ele conta que já existe uma tendência de lidar com técnicas que reduzem a quantidade de insumos químicos gerando ganho ambiental e econômico. "São diversos os benefícios de um bom manejo de pragas. Alguns são facilmente quantificáveis, como a redução nos custos de produção, outros como o menor impacto ambiental e a melhoria de vida do produtor não são tão facilmente mensuráveis, mas de extrema importância", explica.

O pesquisador explica que a prática comum no Brasil hoje é de compra prévia desses insumos, o que desconsidera as reais situações do campo, e leva o produtor a aplicar o produto apenas pela sua disponibilidade, sem uma preocupação com as necessidades da cultura.

E ressalta: "O manejo integrado das pragas é uma técnica que envolve a integração de diversas táticas, mas a primeira delas é a amostragem do campo, quantificando as pragas presentes e tomando as decisões apropriadas". Ele conta que na cultura da soja, a tecnologia de manejo integrado é bastante avançada e já vem sendo construída desde o começo da história da soja no Brasil.

Na avaliação de Osmar Conti, o manejo é trabalhoso, mas compensador: “de acordo com os dados que a gente obteve aqui no Paraná na safra passada nessas unidades de referência, o produtor que implantou o Manejo Integrado de Pragas (MIP) conseguiu uma economia na casa de 3 sacos de soja por hectare. O que é uma  economia bem significativa, porque se pensarmos que a margem líquida do produtor em termos de sacos de soja por hectare vai em torno de 5 a 20 sacos, se o produtor estiver com 10 sacos líquidos de rentabilidade, a economia de 3 sacos no manejo de praga vai representar 30% a mais na rentabilidade líquida dele”, explica. 

 

Fonte: Agência Brasil

Categoria: Agronegócio, Comércio Exterior, Norte do Paraná, Paraná

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