Paraná tem o segundo maior saldo de emprego em fevereiro

Publicado em 19/03/2015 às 11h30

O Paraná teve o segundo melhor saldo de empregos no mês de fevereiro no País, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado ontem pelo Ministério do Trabalho e Emprego. O saldo – diferença entre o número de contratações e o de demissões – do mês foi de 8.574 vagas. Somente Santa Catarina, com 12.108 novos empregos, superou o Paraná.

O crescimento do saldo em relação a janeiro no Paraná foi de 0,31%. O setor que mais contribuiu para este desempenho foi o de serviços, com 6.564 postos, com destaque para os subsetores de comércio e administração de imóveis (1.559), serviços de alojamento, alimentação, reparação e manutenção (1.161) e de ensino (3.460). A indústria de transformação também teve bom resultado, com 1.739 vagas.

Nos dois primeiros meses do ano, o Paraná acumula um saldo de 15.287 vagas. Quando a comparação é feita com o mesmo período do ano passado (37.603 postos), há uma queda significativa, de quase 60%.

A professora Adriana Rodrigues foi uma das trabalhadoras que conseguiram uma vaga em fevereiro. Ela atuava como atendente infantil, mas, no mês passado, foi contratada como professora para alunos de educação infantil em Curitiba. Ela é de Joinville (SC) e veio para o Paraná há um ano e três meses junto com o marido. Ela conta que o salário ficou 50% maior em relação ao de atendente.

Demissões


Em fevereiro, os setores que mais demitiram no Paraná foram o comércio (-261 vagas) e a construção civil (-239 postos). Apesar de ter resultado positivo em fevereiro, com a abertura de novas vagas, o volume deste segundo mês do ano ficou muito abaixo dos 25.612 postos criados em fevereiro de 2014.

O economista do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), Francisco José Gouveia de Castro, diz que o nível de atividade econômica do País não tem contribuído com o emprego. "O cenário econômico não é favorável para as atividades produtivas." Segundo ele, os juros e inflação altos e a perda do poder de compra da população têm impacto no comércio e no setor industrial.

Ele acredita que a geração de empregos ao longo deste ano vai depender do nível de atividade do País e do cenário macroeconômico. Castro diz que a geração de empregos também está atrelada ao comportamento da agropecuária no Estado e a variação do câmbio.

Em Curitiba, foram fechados 27 postos de trabalho em fevereiro, com as demissões concentradas na indústria (- 811 vagas) e construção civil (- 578). O que ajudou a segurar o emprego foi o setor de serviços com 1.430 contratações. Já, em Londrina, houve crescimento de 0,94% com a criação de 1.550 vagas, puxadas pelo setor de serviços que gerou 1.470 novos postos. A indústria também contratou 131 trabalhadores. "O interior do Paraná é mais dinâmico e vem gerando mais empregos, o que também pode ser explicado com a implantação de novas indústrias", diz Castro. Segundo ele, especificamente em Londrina, os serviços têm um peso maior na geração de vagas.

Para o economista do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), Fabiano Camargo da Silva, o resultado da geração de empregos no Paraná representa um pouco da retomada da indústria, principalmente do setor alimentício. Ele destaca também a grande contribuição de serviços, especialmente das contratações na área de educação. Silva diz que, para este ano, espera-se um saldo positivo na geração de empregos no Estado, mas não no mesmo patamar de anos anteriores.

 

Fonte: Folhaweb

Categoria: Cenário Macroeconômico, Paraná
Tags: Emprego, Paraná

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