Paraná terá condomínios para idosos; entenda

Publicado em 07/01/2019 às 16h06
O modelo de condomínios para idosos que vem se firmando em diversas regiões brasileiras chega ao Paraná como uma política pública de moradia para pessoas acima de de 60 anos e com baixa renda. Por meio do programa Morar Bem Paraná Terceira Idade, o governo do Estado prevê, inicialmente, a construção de seis conjuntos residenciais com 40 unidades cada em Cornélio Procópio (Norte Pioneiro), Foz do Iguaçu (Oeste), Irati e Prudentópolis (Centro-Sul), Jaguariaíva e Telêmaco Borba (Campos Gerais). 

Os recursos são próprios do Estado, previstos no orçamento de 2018. Cada condomínio foi orçado em aproximadamente R$ 5 milhões. O anúncio foi feito no dia 11 de dezembro pela governadora Cida Borghetti e poderá beneficiar até 480 idosos. As casas serão construídas em terrenos de 12 mil metros quadrados e cada unidade terá 41 metros quadrados distribuídos em um quarto, cozinha, sala de estar, área de serviço, banheiro e varanda. O projeto prevê ainda área de lazer com centro de convivência, salão comunitário, biblioteca, administração, depósito, ambulatório, espaço para a instalação de academia ao ar livre e horta comunitária elevada. 

"O projeto está adaptado para atender as necessidades dos moradores em termos de acessibilidade e segurança, como barras nos banheiros e áreas de giro nas residências", comenta Nelson Cordeiro Justus, presidente da Companhia de Habitação do Paraná. A Cohapar é responsável pelo projeto, gestão dos processos licitatórios e fiscalização das obras. A partir da ordem de serviço, o prazo para execução é de oito meses. 

Em Jaguariaíva, Irati e Foz do Iguaçu, as licitações já foram homologadas e os serviços estão previstos para iniciar nas próximas semanas. Em Prudentópolis, o processo licitatório está no prazo final e em Cornélio Procópio e Telêmaco Borba o encerramento deve ocorrer em janeiro de 2019, segundo Justus. "Em breve, devemos fechar com Ponta Grossa (Campos Gerais), pois estamos somente aguardando a deliberação da área. Piraquara (Região Metropolitana de Curitiba) também está em análise. Além disso, temos o pleito das prefeituras de Londrina e Maringá (Noroeste)", afirma. 

Os municípios interessados no programa devem oferecer como contrapartida uma área com um mínimo de 12 mil metros quadrados para a construção dos condomínios. Além disso, as prefeituras devem se comprometer a fazer a gestão desses espaços. 

De acordo com Justus, a área ofertada em Londrina não pertence ao município, mas ao Estado. "A burocracia para a liberação dessa área demoraria muito e sugerimos a indicação de outro espaço. O terreno para a construção dessas moradias deve estar desimpedido e livre para a Cohapar." 

ALUGUEL SOCIAL 

Em cada condomínio, os custos fixos como água, luz e portaria serão divididos entre os moradores, enquanto que o município deve liberar semanalmente, servidores das áreas de saúde e assistência social para a prestação de serviços. A seleção para os idosos que irão morar nas residências seguirá o cadastro online da Cohapar. Justus destaca que só será permitido morar no máximo um casal de idosos por unidade. "Vamos cruzar os dados da Cohapar com os dos municípios. Os critérios básicos são por exemplo, maior idade, moradores de área de risco, vulnerabilidade social. A utilização desses espaços será monitorada pela Cohapar, pois não serão de propriedade dos moradores. Vão funcionar na base do aluguel social", comenta. 

UMUARAMA 

No Noroeste, a Prefeitura de Umuarama inaugurou na terça-feira (18) o Condomínio do Idoso, no jardim Iguaçu. A iniciativa é do próprio município, cujo investimento de R$ 463 mil vem do Fundo Municipal de Habitação. São dez quitinetes de 32 metros quadrados com quarto, cozinha, banheiro e lavanderia. O condomínio ainda conta com academia da terceira idade, sala de enfermagem, área de lazer e jardim. Os moradores não pagarão aluguel ou prestações, apenas as despesas de água e energia elétrica. Em Umuarama, a demanda de habitação para a população acima de 60 anos é de aproximadamente de 200 unidades.
 
Fonte: Folha de Londrina

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