Paranaenses acreditam em abertura de mercados

Publicado em 08/01/2019 às 17h01

Representantes do agronegócio e da indústria consideram que 2019 será um ano positivo para os exportadores paranaenses, pela perspectiva de abertura de novos mercados. Mesmo que uma eventual maior oferta de commodities leve à redução de cotações, a possibilidade de se estabelecer como fornecedor para anos vindouros anima o setor produtivo. 

"É possível mesmo que o preço das carnes caia, porque estamos conseguindo a habilitação de mais plantas para exportação para os Estados Unidos e para a China, então a oferta aumentará e a cotação cairá. Só que, pela maior escala, teremos um faturamento maior", diz o presidente do Sindicarne-PR (Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná) e da Abrafrigo (Associação Brasileira dos Frigoríficos), Péricles Salazar. 

Ele diz que o mercado chinês é o grande desejo do setor. Porém, lembra que 2018 não foi exatamente positivo para o Estado e o País por embargos comerciais e sanitários impostos por países como Rússia, a própria China e a União Europeia, em desdobramentos das operações Carne Fraca e Trapaça, da Polícia Federal. "São 150 destinos no mundo para a carne brasileira e podemos vender mais", cita Salazar. 

Para o vice-presidente e coordenador do Conselho de Negócios Internacionais da Fiep (Federação das Indústrias do Estado do Paraná), Paulo Roberto Pupo, houve muitos investimentos em empresas exportadoras nos últimos anos. "Temos esse DNA, porque temos uma pauta diversificada, com muitos produtos manufaturados, químicos, madeira e metalmecânica. Claro que é puxada pelo agronegócio, mas devemos nos consolidar a partir de 2019." 

Pupo considera ainda que os acordos bilaterais serão fechados mais facilmente entre países neste momento, o que vai ao encontro do que pretende o governo do presidente Jair Bolsonaro. "Claro que não precisamos deixar de lado o Mercosul. Só que, com o cenário externo como se desenha, com Brexit, Trump, guerras comerciais, isso é uma tendência e vejo a chance de ficarmos fora da rota de colisão, em mares mais tranquilos." 

 

Fonte: Folha de Londrina

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