PR triplica produção de laranja, com foco na exportação de suco

Publicado em 01/12/2015 às 17h48

Até o fim de dezembro, cerca de 1 milhão de toneladas de laranjas devem ser colhidas nos pomares do Paraná, concentrados no Noroeste do Estado, principalmente, e também na região Norte. Na última década, tecnologia e investimentos fizeram a produção quase triplicar, passando de 335 mil toneladas, em 2004, para 958 mil toneladas no ano passado.

A laranja produzida é transformada em suco, com foco na exportação para países da União Europeia e do Oriente Médio, para os Estados Unidos, Austrália e Canadá.

A atividade emprega mais de 3 mil pessoas no campo. Na indústria são 600 empregos diretos e indiretos. “Hoje a citricultura está consolidada no Paraná e é a principal atividade da fruticultura do Estado”, diz Paulo Andrade, engenheiro agrônomo do Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento.

Os pomares são explorados por mais de 600 citricultores, abrangendo cerca de 100 municípios e possuem áreas médias entre 19 e 35 hectares. Somente no campo, a atividade gera 3 mil empregos diretos no Paraná. No ano passado, o Valor Bruto da Produção (VBP) foi de R$ 260 milhões. A laranja é a principal atividade na fruticultura no Paraná e Estado é campeão de produtividade nesta cultura.

Quarto produtor nacional de laranjas (5,7% do Brasil), o Paraná possui três indústrias de suco – Louis Dreyfus, que assumiu as operações na área das cooperativas Cocamar e Corol; a Citri Agroindustrial S/A, uma empresa privada de citricultores, e a Cooperativa Integrada.

Em 2014, a produção de laranjas do Paraná rendeu 18 milhões de caixas de 40,8kg, transformados em 50 mil toneladas de suco.

Perspectivas

A expectativa para exportação de suco são boas, porque os preços vêm reagindo, principalmente pela queda na produção na Flórida, nos Estados Unidos, segundo maior produtor mundial de laranja, afetada pelo greening, doença que impede o desenvolvimento da fruta. Além disso, o dólar mais alto favorece as exportações brasileiras

Nos últimos anos, as vendas externas de suco do Brasil - maior produtor mundial - foram afetadas pela queda no consumo global da bebida e pela crise na Europa. Mas a redução da produção global já surte efeito sobre as cotações.

Os preços já estão melhores do que no ano passado, de acordo com Paulo Rizzo, gerente da unidade de sucos da Integrada, em Uraí, no Norte Pioneiro. O preço pago pela cooperativa ao produtor por caixa está em R$ 12,00 o que significa um aumento de 20% em relação ao ano passado. Mas em São Paulo, os preços já batem a R$ 14,00.

A Integrada, que iniciou sua produção de sucos em julho de 2013, tem hoje 80 citricultores ativos, que cultivam 1,3 mil hectares. A expectativa é ampliar essa área para até 3 mil hectares. Com capacidade para produzir 2 milhões de caixas de suco, a Integrada prevê elevar a produção de 1,3 milhão de caixas para 1,7 milhão de caixas em 2016 na sua fábrica.

Hoje a cooperativa ainda tem que comprar parte das laranjas usadas para produção de sucos em São Paulo, mas, por conta dos custos de transporte, a ideia é desenvolver mais a atividade no Paraná.

O produtor João Arabori, de 68 anos, foi um os primeiros a aderir ao plano da Integrada e entrar nessa atividade. Desde 2008 planta laranja pera em Assaí, na região de Londrina. O rendimento dessa safra, de duas caixas por pé, ainda é considerado baixo pelo produtor. “Queremos ampliar para pelo menos três caixas, com mais tecnologia, investimento em nutrição e manejo adequado”, diz. A aposta na laranja foi feita para diversificar a produção, concentrada em soja, milho e trigo.

 

Fonte: AEN

 

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