Produção de seda volta a trazer bons resultados ao Paraná

Publicado em 30/11/2015 às 14h14

Um dos tecidos mais nobres da indústria da moda, a seda tem trazido bons resultados para os produtores paranaenses que atuam na atividade. Devido ao aquecimento do mercado nos últimos anos, principalmente em âmbito internacional, a atividade vem ganhando fôlego. O apoio da indústria também tem ajudado a valorizar a produção local, que tem alcançado bons índices, graças à assistência técnica que os sericicultores estão recebendo. 

A produção do Paraná na safra 2014/15 chegou a 2,1 mil toneladas de casulos de seda, volume 10% superior em relação ao ciclo anterior. Para o período 2015/16, iniciado em agosto, a produção paranaense de casulos deve ser semelhante ao registrado na safra passada. O Paraná é o maior produtor nacional de seda, representando 85% da produção brasileira. 

Em área de amoreiras, vegetação utilizada para alimentar o bicho-da-seda, o Paraná possui 4,1 mil hectares. A região Noroeste do Estado continua sendo o maior polo de produção de seda. Gianna Maria Cirio, agrônoma do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), observa que devido ao bom retorno que a atividade vem trazendo, principalmente para os pequenos produtores, muitos deles têm investido forte nessa produção, o que tem garantido uma média de crescimento em produtividade de seda de 15% ao ano. 

Gianna observa que a seda paranaense tem qualidade e compradores garantidos, ainda com um grande espaço a ser preenchido no mercado. Ela explica que a Bratac, única empresa têxtil do País que processa fios da seda, com unidades em Bastos (SP) e Londrina, trabalha hoje com 70% de sua capacidade operacional. Ao todo, a empresa possui cerca de 1.900 produtores cadastrados somente no Paraná, cuja média de produtividade varia entre 550 a 600 quilos de casulos por hectare. 

GARGALOS


A escassez de mão de obra para cuidar das amoreiras e das larvas nos barracões é um grande desafio para o sericicultor paranaense. Gianna, do Deral, afirma que as pessoas, principalmente os jovens, não querem mais trabalhar no campo. Para resolver este problema, os produtores têm investido forte na mecanização da produção. Cortadeiras de amoreiras é uma das ferramentas que eles estão adotando para viabilizar a colheita das folhas de amora. Já para retirar os casulos, que ficam nos barracões, já existem máquinas que fazem a coleta dos rolos de seda. 

O fitopatologista do Instituto Agronômico do Paraná (Iapar), Rui Yamaoka, observa que a sericicultura paranaense tem se profissionalizado cada vez mais, o que tem trazido um bom retorno em termos de produtividade para o produtor. Além disso, reforça ele, o manejo também tem melhorado graças ao apoio da assistência técnica. O especialista ressalta que a renovação contínua dos pés de amoreira, a troca por variedades mais produtivas e o apoio da indústria no ramo das pesquisas, com variedades mais produtivas, tem colaborado para o produtor conquistar bons resultados.

 

Fonte: Folhaweb

Categoria: Agronegócio, Comércio Exterior, Indústria, Norte do Paraná, Paraná

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