Região concentra 30% das startups do Paraná

Publicado em 01/03/2017 às 12h34

A Regional Norte do Sebrae/PR, sediada em Londrina, tem o maior número de startups do Estado registradas pelo programa focada nessas iniciativas, o Startup PR. São 244 startups na regional, cerca de 30% do total do Paraná (792). Em segundo lugar fica a Regional Leste, sediada em Curitiba, com 164 startups. Os números fazem parte de um levantamento feito pela primeira vez pela Regional Norte. 

O levantamento mostra o perfil das startups da região, com base em 20 iniciativas acompanhadas mais de perto pela entidade. Essas empresas faturaram, em média, R$ 107 mil em 2016 e a maior parte já se encontra em fase de desenvolvimento (37%) e tração (25%). Para colocarem seus negócios no mercado, receberam uma média de R$ 56,9 mil de investimento cada. 

Consultor do Sebrae Londrina, Fabrício Bianchi afirma que o número de startups se refere apenas àquelas que já tiveram algum tipo de interação com a entidade, o que significa que a quantidade dessas empresas na região pode ser bem maior. Na sua opinião, os eventos voltados a essas iniciativas na região, como a Startup Weekend e os hackathons, ajudam a "aquecer" o ecossistema. Além disso, o trabalho de articulação com parcerias entre as startups e empresas e entidades de grande expressão, como a Sociedade Rural do Paraná, criam um ambiente propício para o surgimento dessas iniciativas.

Investimento 


Ainda segundo o levantamento, o investimento recebido pelas startups na fase inicial, de R$ 56.890, em média, é um valor considerável quando se trata de startups de serviço, que predominam na região. "É um valor ótimo, acima da média. Raramente precisa mais de R$ 45 mil, R$ 50 mil (nessa fase)." Segundo Bianchi, o investimento das startups costuma ser de fontes próprias ou de "investidores anjo" de outros estados ou da própria região. O consultor cita que a Regional Norte é a única a possuir um grupo de investidores anjo formado por empresas locais. 

A maior parte dos negócios se encontra em fase de desenvolvimento (37%), enquanto uma parcela (25%) já está em fase de tração, revelando que o movimento de startups na região "não é mais promissor, é real". A presença de startups em diferentes fases de desenvolvimento, por outro lado, faz com que o faturamento médio dessas empresas ainda seja baixo (R$ 107 mil em 2016), comenta o consultor do Sebrae/PR. 

Os negócios são majoritariamente das áreas de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) – 13,49% -, Agronegócio (12,30%) e Saúde (12,30%). Para Bianchi, o perfil dessas empresas é reflexo da economia e de ações realizadas na região, como os hackathons nas áreas de saúde e agronegócio. "São justamente setores que se destacam na região." 



Diversidade 


Na visão de Willian Ruivo, da comunidade de startups do Norte do Paraná RedFoot, realmente há uma grande diversidade no perfil dos negócios da região, mas a maioria é do segmento de serviços. O nível de inovação das empresas, para ele, já é algo a se destacar e boa parte das startups está em um estágio avançado de desenvolvimento. "Ainda tem um caminho a andar, mas é nível médio para alto de inovação. Tem bastante startup com uma boa base de clientes e potencial." A comunidade RedFoot foi lançada em novembro do ano passado, durante a ECO.TIC, evento de Tecnologia da Informação e Comunicação de Londrina. Já participam dela startups de Londrina, Arapongas, Jacarezinho, Cornélio Procópio, Maringá, entre outras. 

Aplicativo nasce da vontade de empreender 


A vontade de empreender é o que levou um desenvolvedor formado em Cornélio Procópio e com atuação profissional em Londrina a criar um aplicativo que permite encontrar ofertas do produto desejado em lojas físicas da cidade. "Minha vontade é tentar vários negócios até um pegar", afirmou Renato Garcia, criador do app. No VemOferta, o consumidor cadastra o produto desejado para que os lojistas lhe enviem ofertas. Assim, ele precisa apenas escolher a melhor e ir até a loja realizar a compra, sem precisar "rodar" a cidade procurando o melhor preço. "A ideia é facilitar a compra por pessoas físicas de lojas físicas. Ao invés de o consumidor sair ‘caçando’ ofertas, é só ele por no app." 

A ferramenta foi disponibilizada para Android em dezembro do ano passado. No momento, Garcia está em busca de um parceiro para o marketing digital da ferramenta a fim de alcançar mais usuários e, em breve, quer lançar versões do aplicativo voltadas a nichos de mercado, como o de imóveis e o de automóveis.

Ambiente propício a negócios inovadores 


Em Londrina, o empreendedorismo e a experiência na área de startups de dois sócios levaram ao surgimento de um negócio inovador. Juntos, Marlon Pascoal, um dos fundadores da startup A Deliveria, vendida para a iFood, e JP Albuquerque, empreendedor das áreas de restaurantes e de entretenimento de Londrina, fundaram a startup Cabemcasa, que tem uma proposta ousada: transformar espaços que as pessoas têm "sobrando", como cômodos ou vagas de garagem, em um local útil para quem precisa de lugar para guardar seus objetos ou o seu carro, por exemplo. A ideia vai além das empresas de self storage, populares nos EUA, ao utilizar espaços vagos já existentes, gerando renda para quem os disponibiliza. "É uma solução mais barata, conveniente e mais perto dela", comenta Albuquerque. 

"O mercado cria prédios inteiros para gerar espaços", observa o fundador. Ao aproveitar os espaços disponíveis espalhados pela cidade, é possível fazer um uso mais inteligente do espaço urbano. "É um mercado que ainda não existe. Estamos criando um novo segmento." A startup integrou R$ 100 mil ao projeto, provenientes de recursos próprios. O app vai começar a funcionar em março, quando os membros da comunidade já poderão começar a negociar seus espaços. Mas a plataforma já está aberta para cadastro através do site. 

Pascoal, que também faz parte da comunidade RedFoot, opina que o fortalecimento do ecossistema de startups em Londrina e região é o que tem viabilizado o surgimento de negócios inovadores. "O nosso ecossistema está bastante fortalecido, com várias incubadoras, espaços de coworking, instituições de ensino de boa qualidade. Hoje temos muitas iniciativas que fomentam o empreendedorismo, além dos hackathons e startup weekends." O fato de Londrina ser reconhecida como polo de TIC também contribui para o surgimento de startups de base tecnológica, continua Pascoal, e casos de sucesso como o da A Deliveria estimulam outros empreendedores a se movimentarem.

 

Fonte: Folha de Londrina

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