Rio-2016 cria oportunidades para empresas paranaenses

Publicado em 19/02/2015 às 14h52

A cidade do Rio de Janeiro vai abrigar os Jogos Olímpicos e Paralímpicos de 2016, mas as oportunidades de negócio geradas pelos eventos esportivos estão sendo criadas em diferentes pontos do país, inclusive no Paraná. O estado tem 56 empresas cadastradas junto ao Comitê Organizador para participar de processos seletivos que visam o fornecimento de produtos e serviços para os dois eventos

O Comitê estima que, até o próximo ano, sejam gastos R$ 3 bilhões para essa finalidade, sendo cerca de 10% – o equivalente a R$ 300 milhões – em produtos e serviços contratados junto a micro e pequenas empresas. A previsão é comprar 30 milhões de artigos, sendo 5 milhões apenas no setor mobiliário. Serão adquiridos, por exemplo, 26 mil sofás e poltronas, 30 mil colchões, 80 mil mesas e 481 mil toalhas. O cronograma da organização dos Jogos prevê que 95% desses gastos sejam realizados até o final deste ano.

Como o volume de mercadorias é alto, as oportunidades se abrem em todo o país – pouco mais da metade das 1.695 empresas cadastradas é de fora do estado do Rio de Janeiro. “O evento de revezamento da tocha olímpica, por exemplo, exigirá estrutura de palco e segurança em diversas cidades”, diz Francisco Marins, coordenador do programa Sebrae no Pódio, iniciativa que orienta e auxilia empresas interessadas em se tornar fornecedoras dos Jogos.

O Sebrae já fez o pré-cadastro de 3,3 mil empresas junto ao Comitê Organizador. Boa parte do trabalho de triagem foi herdado da Copa do Mundo, quando o Sebrae executou programa semelhante. “Muitas empresas têm medo de participar, pensando que não tem condições de atuar em um evento assim. É justamente o contrário: elas precisam aproveitar a oportunidade de acessar um novo mercado e faturar mais”, diz Marins.

Em torno de 60 empresas auxiliadas pelo Sebrae participam, atualmente, de processos seletivos do evento.

Exemplo

No Paraná, o caso de maior sucesso é o da empresa Boneleska, de Apucarana, que já havia produzido para a Copa do Mundo e foi licenciada para fabricar bonés e chapéus dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos. A empresa espera comercializar 300 mil unidades – o dobro das vendas realizadas durante o Mundial de futebol – e exportar aproximadamente 10% da produção.

A Boneleska prevê um investimento de R$ 300 mil para a compra de maquinário e uma expansão de cerca de 20% do quadro funcional, que já havia sido ampliado na preparação para a Copa do Mundo, foi mantido e hoje é formado por cerca de 70 pessoas.

O gerente de produção Davi Feliz de Souza explica que a dinâmica de produção e de distribuição será diferente em relação ao torneio de futebol. “O evento é centralizado no Rio e isso facilita a distribuição. Mas é um evento curto, com volume intenso de vendas. Então, é preciso ter um bom planejamento.”

Fonte: Gazeta do Povo

Categoria: Comércio Exterior, Investimento, Norte do Paraná, Paraná
Tags: APL Bonés, Apucarana, Confecções, Norte do Paraná , Paraná, Rio 2016

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