SRP lança aceleradora de startups

Publicado em 02/06/2017 às 15h56

A Sociedade Rural do Paraná (SRP) lançou ontem a sua aceleradora de startups do setor do agronegócio, a SRP GO. O empreendimento se soma a outras iniciativas da entidade – o Hackathon, o Pavilhão Smart Agro, da ExpoLondrina e, futuramente, um coworking – para formar o chamado "SRP Valley". 

Esta já é a quarta aceleradora anunciada na cidade. Além da SRP GO, Londrina já conta com outros quatro programas de aceleração: a Wayra, da Telefónica; a Hotmilk, da PUC-PR (a ser inaugurada até o final do semestre) e a Founder Institute, sediada no Vale do Silício, são três delas. Em breve, a Sercomtel também deve anunciar a sua própria aceleradora, que está em fase de análise jurídica. 

O espaço da aceleradora da SRP, de cerca de 100 metros quadrados, está localizado no Parque Ney Braga e irá abrigar, nessa primeira fase, seis startups apresentadas durante o Hackathon na ExpoLondrina deste ano. Por nove meses, os negócios irão receber mentorias e aporte de até R$ 20 mil com recursos da SRP (R$ 13 mil) e do Sebrae, por meio do Sebraetec (R$ 7 mil). Entre os parceiros de tecnologia interessados na ideia, segundo Nivaldo Benvenho, diretor comercial da Sociedade Rural, estão IBM, Microsoft e Amazon, que poderão contribuir com mentorias e com a estruturação dos negócios. 

O contato e a possibilidade de parcerias das startups com os atores dos setores de agro e de TI será um dos maiores benefícios da aceleradora, comenta Benvenho. Emater, Embrapa, Iapar, produtores e outras entidades poderão contribuir com a validação dos projetos. 

A ideia, segundo o diretor comercial da SRP, está inserida no "SRP Valley", programa de tecnologia e projetos para o agronegócio da entidade. "A imparcialidade da SRP permite criar isso, esse conceito de SRP Valley que é a área de abrangência onde todos os players podem vir, públicos ou privados. Não é um ambiente que conflita, é um ambiente neutro, legítimo para isso. Às vezes ficamos tentando atrair grandes empresas de fora e esquecemos de valorizar as que nascem aqui, e que com absoluta certeza terão sempre o seu pé vermelho." 

Inspiração 


De acordo com Fabrício Bianchi, consultor do Sebrae em Londrina, só há uma iniciativa como a da aceleradora da Rural no Brasil – a da Esalq, em Piracicaba. "É fantástico não só para o ecossistema de Londrina, mas vai ser inspirador para o Paraná e até para o Sul do Brasil. Acredito muito no processo de aceleração (da Sociedade Rural) porque vem como parte da estratégia de inovação da SRP com o intuito de contribuir com o ecossistema, por mais que (as startups) venham gerar negócios." 

Um dos projetos selecionados para a SRP GO é a Scan Field, que pretende usar imagens de drones para detectar vazios em plantações. Os dados podem ser usados em laudos técnicos para descobrir se os vazios têm relação com falha da semente, do solo, da fertilização ou da chuva, por exemplo. Para os membros da equipe, estar em uma aceleradora irá permitir que se tenha contato com entidades do setor e que o negócio tenha um maior impacto no mercado. O ambiente de trabalho também será um diferencial, conta Philipe Massari. "Quando você cria um ambiente, trabalha mais focado, tem mais compromisso." 

Na visão de Natalia Koritiaki, da Milch, outro projeto selecionado para a SRP GO, o direcionamento será a maior contribuição da aceleradora. "Às vezes quando a gente começa o projeto, não sabe muito a direção a tomar." A Milch quer desenvolver um sistema web para ajudar produtores a melhorarem as condições de bem estar da vaca e, assim, obterem maior produtividade. "O produtor vai ter todo o acompanhamento ambiental e o sistema web vai mostrar sugestões para ele melhorar a produtividade", explica Natalia. 

Sercomtel 


Roberto Nishimura, diretor presidente da Sercomtel Participações, explicou que a aceleradora da Sercomtel deverá sair depois de uma análise jurídica. "A Telefónica já está aqui em Londrina com a Wayra, a Sociedade Rural está montando a dela, a PUC também deve estar fazendo a sua inauguração nos próximos 30, 60 dias, e a gente entende que a Sercomtel também tenha que ter um ambiente desses." A ideia é que a aceleradora receba projetos voltados à infraestrutura de telecomunicações para a Internet das Coisas (Internet of Things – IoT). "Todas as incubadoras estão voltadas para as aplicações, e a gente queria fazer algo voltado para a infraestrutura dessas aplicações."

 

Fonte: Folha de Londrina

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