​Paraná é campeão em geração de vagas formais desde 2010

Publicado em 28/06/2018 às 15h40

​A grave recessão dos anos 2015 e 2016 não foi o suficiente para reverter os benefícios dos bons tempos da economia sobre o mercado de trabalho paranaense. Apesar de uma queda de 3,9% entre esses dois anos, o pessoal assalariado do Estado foi o que mais cresceu em números absolutos da série histórica do Cempre (Cadastro Central de Empresas) do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), que teve início em 2010. Os dados de 2016 foram divulgados nesta quarta-feira (27). No período, o número de assalariados do Estado cresceu em 208,9 mil - de 2,663 milhões para 2,872 milhões - aumento de quase 8%.

Em segundo lugar, vem Santa Catarina, que gerou 193,3 mil vagas no período, saindo de 1,933 milhão para 2,126 milhões. O crescimento proporcional é maior, de 10%. Já a massa de assalariados do Distrito Federal cresceu em 155,4 mil postos de trabalho, de 1,098 milhão para 1,253 milhão (+14%). Na sequência, vem São Paulo, que gerou 141,3 mil vagas, aumento proporcional de apenas 1%. Goiás é o quinto Estado do ranking. No período, o número de empregos formais cresceu em 118,3 mil (+9,5%). 

Das 27 unidades da federação, apenas quatro têm resultados negativos ao longo desses anos: Bahia, Rondônia, Amazonas e Minas Gerais. Os assalariados do Espírito Santo se mantiveram em nível estável. 

EMPRESAS 

O número de unidades locais no Paraná caiu de 454.051 para 450.854. Ou seja, foram fechadas 3.197 empresas paranaenses de 2015 para 2016. Desde 2010, no entanto, quando o Estado tinha 428.128 empresas, o crescimento é de 5,3%. 

O Cempre também mostra o salário médio de cada Estado. Em 2016, o do Paraná era de R$ 2.545 - o sexto maior do País. O primeiro da lista é o do Distrito Federal (R$ 4.672). Rio de Janeiro e São Paulo vêm na sequência com R$ 3.072 e R$ 3.032, respectivamente. Ainda antes do Paraná, estão Roraima (R$ 2.824) e Amapá (R$ 2.654). 

BRASIL 

O número de empresas ativas no país em 31 de dezembro de 2016 chegou a 5,05 milhões, 1,3% a menos do que no mesmo período do ano anterior (5,11 milhões). Já o total de pessoal ocupado nessas empresas caiu 4% nesse mesmo tipo de comparação, ao passar de 53,54 milhões em 2015 para 51,41 milhões em 2016. 

O pessoal assalariado caiu 4,4%, de 46,56 milhões para 44,52 milhões. O percentual de proprietários e sócios de empresas recuou 1,3%, de 6,98 milhões para 6,89 milhões. 

O total de salários e remunerações em 2016 ficou em R$ 1,61 trilhão, 3% abaixo do R$ 1,66 trilhão do ano anterior. O único indicador que apresentou crescimento foi o item média mensal de salários e outras remunerações, que cresceu 0,7% em termos reais, de R$ 2.643,56 para R$ 2.661,18 (ou três salários mínimos). 

O setor de comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas representava 38,4% de todas as empresas ativas no país em 2016, bem à frente do segundo colocado, as atividades administrativas e serviços complementares (9,2% do total). 

OCUPADOS 

O setor de comércio e reparação de veículos também liderava o percentual de pessoal ocupado assalariado (19,8%). Em relação a 2015, o segmento teve queda de 3% no total de pessoal ocupado assalariado. Outros setores importantes, como administração pública, defesa e seguridade social (que representava 16,9% do total assalariado) e as indústrias de transformação (16,3%) tiveram queda no pessoal ocupado assalariado. As indústrias de transformação tiveram queda de 5,1% nos empregados e a administração pública, de 3,1%. 

A maior queda no total de pessoal ocupado assalariado, no entanto, foi percebida no segmento da construção (que representa 4,5% do total) - recuo de 20,5%, ou seja, de 512 mil trabalhadores de 2015 para 2016. 

 

​Fonte: Folha de Londrina​

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