Mercosul deve concluir acordos com Canadá, Coreia e Cingapura

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O Secretário de Comércio Exterior do Ministério da Economia, Lucas Ferraz, informou nesta segunda-feira (28/10) que o Mercosul deve concluir até o fim do ano que vem acordo comerciais com Canadá, Coreia do Sul e Cingapura. Ferraz detalhou ainda que o bloco deve iniciar negociações para o estabelecimento de acordos de livre comércio com Estados Unidos, México, Japão e Vietnã no primeiro semestre de 2020.

Seminário – Ferraz fez as afirmações no Seminário do Brics sobre Governança de 2019, que acontece no Rio de Janeiro, com a presença de autoridades dos países membros do grupo: Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul.

Agenda comercial – Ferraz disse que o calendário de acordos faz parte da agenda comercial “muito ambiciosa” do governo brasileiro, e afirmou que o país faz esforços para modernizar o bloco sul-americano. Em sua fala em discurso no evento, proferida em inglês, ele não citou proposição de cortar à metade a Tarifa Externa Comum (TEC) do bloco.

Imposto – A TEC é o imposto de importação cobrado de bens de terceiros países para entrar nos territórios de Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai. O Valor mostrou neste mês que simulações sobre o assunto já foram apresentadas aos demais países que integram o Mercosul.

Exemplos – Como exemplos de sucesso da agenda de comércio exterior do governo brasileiro, Ferraz citou o desfecho do acordo comercial com a União Europeia após 20 anos de negociações e a atualização do acordo automotivo com a Argentina, que prevê o livre comércio de peças e veículos até 2029.

Nova conjuntura – Um dos principais negociadores do Brasil no Mercosul, Ferraz observou que a nova conjuntura do comércio exterior, marcada por abordagens unilaterais e protecionistas, rebaixou a expectativa de crescimento da economia global. Mas, na análise do secretário, podem ter seus efeitos atenuados pelo avanço da governança dentro de blocos como os Brics.

Troca de serviços – Nesse sentido, disse que a troca de serviços têm crescido mais rápido que o comércio de bens, embora o ônus fiscal sobre serviços seja menor, o que pressupõe a necessidade de um olhar atento à revisão de marcos regulatórios nesse campo.

Revolução digital – Em sua fala no evento, ele também disse que, com a revolução digital, a destruição de postos de trabalho tem sido mais acelerada que o surgimento de novas funções, o que exige políticas de emprego de curto prazo, sem explicitá-las.

Negociações multilaterais – Ao fim do discurso, Ferraz defendeu negociações multilaterais, a cooperação dentro das regras da Organização Mundial do Comércio (OMC) e a participação do Brasil em debates dentro da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e do G20. Ele disse que a recusa do Brasil a participar desses foros “não terá como resultado a retomada do crescimento, a geração de mais empregos ou a redução da pobreza”. (Valor Econômico)