Maringá tem casos de startups investidas por ‘tubarões’

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O simpático robô Tinbot, o primeiro do Brasil que reúne IA (Inteligência Artificial), Cognição e IoT (Internet das Coisas), já se tornou um sucesso em programas da televisão. O Tinbot é um robô interativo criado pela Tinbot Robótica, startup investida pela maringaense DB1 Group. A startup já foi acelerada pelo Inovativa, maior programa de aceleração de startups do Brasil, e pela Evoa Aceleradora, de Maringá.

Robô maringaense Tinbot já apareceu na TV e conquistou simpatia do CEO da Polishop
Robô maringaense Tinbot já apareceu na TV e conquistou simpatia do CEO da Polishop | Divulgação

No Shark Tank, reality show de negócios em que empreendedores podem apresentar seus negócios a grandes investidores (os “tubarões”),  ele conquistou a simpatia do CEO da Polishop, João Appolinário, que se tornou um de seus investidores.  

Nessa e em próximas reportagens, a FOLHA mostra como a economia da cidade canção está se desenvolvendo nos caminhos da tecnologia, da inovação e do empreendedorismo.

‘EXPERIÊNCIA INOVADORA’

A missão do Tinbot é ajudar empresas a oferecerem uma experiência diferenciada para as pessoas e ajudar empresas a construir uma imagem inovadora. O robô é de fácil programação e suas ações podem ser personalizadas de acordo com as necessidades de cada empresa, explica Marco Diniz Garcia Gomes, desenvolvedor do Tinbot e Product Owner da Tinbot Robótica. Na DB1, por exemplo, o Tinbot atuou como líder de equipe. Na aceleradora Evoa, ele atua na recepção de visitantes; no Sicoob, no gerenciamento de indicadores, no Hotel Villa Rossa, como concierge e na Becomex como auxiliar na gestão de projetos. O robô já foi adquirido por mais de 20 empresas.

O TinDin, aplicativo de educação financeira infantil, também é maringaense. Já recebeu aporte de R$ 176 mil do fundador da Chilli Beans, Caíto Maia, no Shark Tank Brasil. A Edfintech (startup de educação, finanças e tecnologia) é uma plataforma de mesada eletrônica educativa criada com o objetivo de desenvolver as capacidades infanto-juvenis de planejamento, negociação, poupança, investimento, consumo consciente e empreendedorismo. Os pais podem fazer a transferência automática da mesada via cartão de crédito para os filhos por meio do aplicativo definindo critérios, tarefas e recompensas para as crianças. Por meio do app, a criança também administra sua mesada de forma digital e gamificada e estabelece metas para adquirir um produto dentro da própria plataforma.

ECOSSISTEMA

Maringá conta com um ecossistema de startups formado por universidades, incubadora, parque tecnológico, aceleradoras, coworkings, investidores, programas de fomento, eventos, etc, que faz da cidade a terceira com maior número de startups no Paraná. Hoje já são cerca de 40, distribuídas nas verticais de saúde, agro, mobilidade, indústria e educação, principalmente. Algumas delas surgem de dentro de grandes empresas de Maringá, outras começaram por conta e já recebem investimento e apoio de dentro e de fora da cidade.

“Hoje podemos dizer que temos um ecossistema de inovação e empreendedorismo muito forte aqui na cidade”, diz Nickolas Kretzmann, gestor regional de Negócios de Alto Potencial do Sebrae/PR. “Foi comprovado que quando você pensa em ecossistema, você consegue criar resultados muito mais significativos. Entre a fase de você ter a ideia e transformar aquilo numa empresa com negócios de base tecnológica, ainda mais hoje que são negócios mais ousados, que muitas vezes ainda não existem no mercado, se não tem atores apoiando aquele empreendedor que hoje é extremamente tecnológico, disruptivo, ele não vai conseguir alavancar”, ele continua.

DISRUPÇÃO PODE NASCER EM QUALQUER LUGAR, MAS APOIO É FUNDAMENTAL

Segundo Marco Diniz Garcia Gomes, desenvolvedor do Tinbot e Product Owner da Tinbot Robótica, foram precisos dois anos para a startup chegar a uma versão escalável do robô. “Por ser um produto único no país, muita coisa deve que ser desbravada e criada do zero. Além da nossa equipe, que precisou ser criativa e audaciosa em muitos momentos, tivemos o apoio de empresas parceiras para parte de solução eletrônica e mecânica, aproveitando o conhecimento de anos de mercado que essas possuem”, ele completa.

Para Eduardo Schroeder, CEO da Tindin, startups disruptivas podem nascer em qualquer lugar, mas o apoio dos ecossistemas são fundamentais para que “pontos-fora-da-curva”, se transformem em regra, não exceção.

Eduardo Schoeder, do TinDin: 'disrupção é absolutamente imprevisível, porém, um ecossistema é fundamental para que ‘pontos-fora-da-curva’, se transformem em regra'
Eduardo Schoeder, do TinDin: ‘disrupção é absolutamente imprevisível, porém, um ecossistema é fundamental para que ‘pontos-fora-da-curva’, se transformem em regra’ | Divulgação

O “ecossistema pé-vermelho” teve importante contribuição para o desenvolvimento do TinDin, diz Schroeder. “Eu havia acabado de vender minha participação em uma empresa da área de mobilidade urbana para Smart Cities e estava disposto a iniciar uma startup com um modelo de negócio exponencial. Soube que o Sebrae estaria promovendo um evento de final de semana, conhecido internacionalmente com Startup Weekend, e decidi participar.”

A participação no Startup Weekend foi o pontapé inicial para o negócio. “Este tipo de evento é fantástico para juntar pessoas diferentes, de ramos e carreiras distintas, criando uma verdadeira sopa primordial de startups”, comenta o CEO do TinDin. “Qualquer pessoa pode subir ao palco e apresentar uma ideia que, se passar pelo crivo da multidão, será desenvolvida em um único fim de semana. Foi o que aconteceu com a Tindin. Em um fim de semana a ideia que nasceu em casa, com meu filho, ganhou forma de startup e venceu a edição regional do evento.”

Logo após a Startup Weekend, o TinDin foi convidado a participar do processo de aceleração em uma aceleradora da cidade. Lá, a startup se aproximou de mentores que a ajudou a trilhar o caminho que estava prestes a percorrer, conta Schroeder. 

RESILIÊNCIA

Mas a resiliência dos fundadores, para ele, é o aspecto mais relevante para o sucesso de uma startup. “Se você me perguntar se considero a TinDin uma startup de sucesso, responderei que ainda não, porque estamos estratosfericamente tão longe no nosso Propósito Transformador Massivo, de ensinar finanças na prática para toda criança’, que minha visão de sucesso talvez seja algo inatingível, e provavelmente vamos morrer tentando.”

Maringá tem casos de startups investidas por ‘tubarões’
Folha Arte

Fonte: Folha de Londrina